Ravi do Rosário um Mestre de Batucada que quer deixar a sua marca no Carnaval de São Vicente

24/02/2017 07:59 - Modificado em 24/02/2017 07:59
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Com uma trajectória de 20 anos no Carnaval de São Vicente, Ravilson do Rosário, natural de Ribeira Bote, São Vicente, é um dos jovens Mestres de Batucada que têm vindo a comandar as diversas batucadas dos grupos carnavalescos de São Vicente. Com iniciação sob a responsabilidade do Mestre Mick Lima, Ravi, como é conhecido, quer deixar a sua marca no Carnaval de São Vicente.

Conta que desde criança que tem esta paixão pela batucada e começou a ensaiar com Mick Lima ainda criança, com 10 anos de idade, e ia para os ensaios levado pela mãe. Hoje, com 33 anos, já conta com nove anos de experiência como Mestre, não de forma consecutiva.

Já passou pelos grupos Sonhos sem Limites e Estrelas-do-Mar e este ano, está a orquestrar o grupo carnavalesco Flores do Mindelo. Sob a sua responsabilidade estão cerca de 30 elementos que integram a bateria do grupo. São maioritariamente crianças, conforme explica. Quase todos os elementos que costumam trabalhar com ele estão espalhados pelos grupos e, esta é a maior dificuldade que encontrou este ano na regência da batucada.

“São iniciantes no Carnaval. Não tocam uma excelente batucada, mas tocam para fazer um bom Carnaval. Quero um fazer um trabalho não muito exigente como costumo fazer, mas estou apostando de corpo e alma para que possam apresentar uma boa batucada na rua de Lisboa”, afirma o maestro Ravi.

O Carnaval é a festa que mais o fascina em Cabo Verde. Como o mesmo diz, é completamente apaixonado por esta grande manifestação cultural, já que o mesmo se identifica como um amante da cultura e quer dar o seu contributo para o desenvolvimento cultural da ilha e do país, nomeadamente, do Carnaval mindelense. “A minha trajectória no Carnaval tem sido, ao longo dos anos, fazendo um bom trabalho, trazendo uma boa batucada, apresentando-se sempre disponível para ter um bom Carnaval no Mindelo”.

Questionado sobre a posição de Mestre de Bateria que ocupa actualmente, o Mestre Ravi, prontifica-se a nomear as responsabilidades que tem a seu cargo, como saber lidar com os obstáculos que surgem ao longo dos ensaios, entre outros aspectos, como a composição do arranjo da batucada que irá acompanhar a música do grupo. “Somos todos tocadores, mas o Mestre de Bateria é a alma da batucada porque, para se ser Mestre tem-se que ter uma boa criatividade, um bom background para passar aos colegas para praticarem e apresentarem”.

Defende uma maior valorização da batucada do Mindelo e não só de grupos separados, mas o todo, de forma a melhor se motivarem e contribuírem para o maior desenvolvimento da festa do Rei Momo.

É um grande amante dos mandingas, gosta de desfilar pelo grupo de Mandingas de Ribeira Bote, mas noutros grupos prefere a batucada.

O que mais o fascina no Carnaval, conforme nos deixa saber, é a boa organização de um grupo, desde a batucada até às alas. Mas o que mais o seduz ainda é o grupo da Escola de Samba Tropical cujo sentimento não consegue explicar, mas fica maravilhado com a “Rainha da noite” do nosso Carnaval.

Defende que deve existir uma boa convivência no grupo de tocadores, esta é uma convivência que mais caracteriza um grupo.

Está expectante num bom Carnaval e, apesar de todas as dificuldades, quer que seja apresentado um bom trabalho no dia 28 no sambódromo da Rua de Lisboa.

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