Novo Cinturão negro assegura que o karaté mudou positivamente a sua vida

23/02/2017 08:27 - Modificado em 23/02/2017 08:27
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Deivis Silva, de 18 anos de idade, é natural de Santo Antão, vive em São Vicente já há alguns anos e é estudante na escola Secundária Jorge Barbosa. Deivis é também aluno de Karaté na escola Associação Wado Ryu e, no passado domingo 19, foi um dos 21 caratecas que fez o exame para cinturão negro.

Deivis conta que começou a praticar o karaté em 2013, isto por influência de um colega que o levou para a escola de karaté. “O karaté não começou como uma paixão mas já faz parte da minha vida. Incentivei e continuei a treinar”, aponta.

“O desempenho do meu sensei durante esta caminhada foi muito importante, porque ele me motivou sempre nos momentos em que eu sentia e via que não estava a aprender nada. Ele dizia-me sempre na altura que o facto de não estar a aprender nada não poderia deixar a minha auto-estima abaixar para não desistir e, hoje, o fruto está aqui: um cinturão negro”, afirma.

Deivis assegura que o trabalho do seu sensei e a sua entrada no mundo do karaté mudou positivamente a sua vida e, com o karaté, conseguiu livrar-se de muitos caminhos perigosos. “Na escola, não estava a render nada mas com a entrada no Karaté, consegui melhorar e comecei a render mais”.

Depois de ter alcançado o cinturão negro, o jovem carateca quer continuar a treinar forte para, daqui a alguns anos, poder fazer o segundo Dan e, depois, o terceiro Dan, que é inferior ao quarto Dan do seu sensei. Deivis diz que já confidenciou com o seu sensei porque quer que seja ele mesmo a fazer o seu terceiro Dan.

Deivis aponta que a sua primeira participação numa competição de Karaté foi numa gala realizada em 2015 no Pavilhão Oeiras, em que participaram todas as escolas de karaté de São Vicente e acabou por sair vencedor. “Treinei muito na altura com o meu sensei Arsénio e consegui vencer o torneio”, alude.

Recentemente, Deivis diz que se preparou para o Campeonato Regional mas que não encontrou nenhum adversário com o mesmo peso, pelo que se classificou automaticamente para o Nacional. Mas o Campeonato Nacional não foi realizado, por isso, neste momento, está focado em treinar para o Campeonato Regional que arranca em Abril.

Para o futuro, o jovem carateca diz que se quer “formar como professor de ginástica porque é o meu sonho e, com o tempo, abrir a minha própria escola de Karaté na minha terra natal, Paul em Santo Antão. O meu sonho no mundo do karaté, neste momento, é o de representar Cabo Verde nas Olimpíadas de 2020. Para isso, tenho de vencer o Campeonato Regional para me qualificar para o Nacional e tentar vencê-lo, para chegar à zona 2 para poder almejar alcançar o meu objectivo traçado”, refere.

Convidado a deixar uma mensagem para os mais novos, Deivis diz: “Procurem as escolas de karaté para se treinarem porque vão ajudar-vos a livrar de muitos caminhos errados e perigosos na vida. Porque o karaté ajuda-nos a encontrar a paz interior e ajuda-te a dominar melhor o teu corpo e a tua mente”.

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