Governo justifica intervenção na participação no Afrobasket

22/02/2017 07:56 - Modificado em 22/02/2017 07:56
| Comentários fechados em Governo justifica intervenção na participação no Afrobasket

Na ordem antes do dia ,no segundo dia dos trabalhos no Parlamento, o desporto esteve em destaque, especificamente o basquetebol. Com a primeira decisão da Federação  Cabo – verdiana  de Basquetebol em deixar o país de fora do Afrobasket, foi “remediada” pelo Governo através a Direção-Geral dos desportos. Atitude que a, ainda, direção da federação não aprovou. O PAICV trouxe o tema para a plenária e o Governo teve a oportunidade de responder sobre a atitude que teve em procurar financiamento para a participação da seleção nacional no Afrobasket 2017.

O Ministro da pasta do desporto, Elísio Freire, afirmou quem relação ao desporto está a liderar “lá onde pode liderar: na parte institucional, na parte de legislação de financiamento e na parte de formação”.

E sobre a intervenção no processo que envolve a participação do país no Afrobasket diz que “toda a intervenção foi feita a pedido das associações”. Numa matemática rápida do Ministro, são sete associações, quatro pediram a intervenção do Governo, isto é, cinquenta porcento mais um, a maioria.

E sobre a situação assevera que não houve interferência. E traz a baila a atitude do Governo em relação as federações. Como foi revelado a associação anda endividada, e que quase recebeu ordem de despejo. “Desde de outubro que foi enviado uma nota a inspeção de finanças a toda as federações, não que se desconfia de nenhuma federação. Mas, para clarificar, e ter um quadro de relacionamento transparente entre Governo e federações, e exigimos prestação de contas”.

O assunto foi despoletado pela bancada do PAICV. O deputado Américo Nascimento, foi o porta-voz do partido na declaração política, afirmando que o desporto nacional está em crise. “Face a situação de crise no desporto, principalmente no basquetebol, o Governo não pode deixar de assumir as suas responsabilidades. Em todo este aspeto de crise não pode lavar as suas mãos, e cingir a locação de apoios”. E sobre a situação no basquetebol, afirma que o Governo sabia da não participação do país na qualificação, “não agiu, apenas reagiu”. E não acredita que o Governo não esteve atento.

E Para a UCID, através de António Monteiro, acredita também que o desporto precisa de mais atenção. E chama a atenção de uma ação mais proactiva das associações e federações, evitando assim a partidarização do desporto.

Neste particular Carlos Monteiro, MpD, defende o Governo dizendo que este tomou conhecimento da não participação no sorteiro de qualificação, “como um facto consumado”. E depois do conhecido os factos diz que “fez um esforço tremendo para ter a participação de Cabo Verde no Afrobasket”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.