JCF: “temos que arranjar uma estratégia para valorizar a língua materna como oficial a par da língua portuguesa”

22/02/2017 07:48 - Modificado em 22/02/2017 07:48

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, no dia Internacional da Língua Materna defende que em Cabo Verde deve-se reunir todas as condições para oficialização do crioulo , assim como estipula a constituição do país. Todavia, o Chefe de Estado defende uma reavaliação e com realismo com objectivo de melhorar as duas línguas, o português e o crioulo.

“Oficializar o crioulo é um problema paralelo à questão da escrita, é evidente que temos a decisão que aprova um alfabeto unificado, mas é preciso trabalhar para criar condições para a oficialização da língua que nos uniu” ressalta o Presidente da República, mas adianta que deve-se criar condições para que o crioulo seja língua oficial. Neste sentido Jorge Carlos Fonseca reconhece a importância da língua materna e de acordo com a Inforpress o Chefe de Estado adianta que “crioulo deve ser ensinado nas escolas, uma vez que é um idioma forte e constitui um elemento que define a identidade da cultura cabo-verdiana e está determinado nos decretos e resoluções”.

Todavia, o Presidente da República diz que deve-se promover a melhoria do ensino da língua portuguesa em Cabo Verde, uma vez que é a língua oficial do país e que permite a comunicação com o exterior e relembra que existe um grande trabalho para que o português fosse introduzido nas instâncias internacionais, logo não se pode relativizar essa questão. Assim sendo, Jorge Carlos Fonseca defende que “temos que arranjar uma estratégia para valorizar a língua materna como oficial a par da língua portuguesa. Talvez agora é o momento de reunirmos e procurar melhorar o ensino e o cultivo das duas línguas ”.

  1. Tocha Sousa

    Da minha língua vejo o monte cara. Da outra língua vejo o mundo. Em qual deles você prefere investir Sr. Presidente??? Haja paciência com essa história de oficialização do crioulo.

  2. Andrea Fortes

    E DEPOIS NAO NOS VENHAM DIZER QUE NAO VOS ÁVISAMOS”
    [Alguns anos atras por inspiração demagógica o governo da Ilha Curacao que é um departamento da Holanda mas com uma grande autonomia e governada pelos autóctones decidiu introduzir o papiamento como língua oficial nas escolas publicas substituindo assim a língua holandesa considerada como uma língua de colonizadores e portanto menos valida.
    Entretanto logo no inicio esses mesmos políticos que tudo fizeram para introduzir o papiamento como língua oficial retiraram imediatamente os seus filhos das escolas publicas e colocaram os mesmos nas escolas privadas onde o ensino era ministrado em língua holandesa.
    Passado 5 anos duma experiência que desde do inicio estava condenada ao falhanço chegaram a conclusão que a introdução do papiamento como língua oficial em detrimento da língua holandesa foi um verdadeiro desastre pelo que nao havia outra alternativa senão começar de novo com a “língua nao amada”.
    Nada de novo. Este desastroso resultado como é logico já era de esperar. Os alunos das escolas publicas sofreram um atraso de 5 anos. O fosso entre os alunos filhos das elites que frequentaram as escolas privadas onde a língua oficial era a língua holandesa e os alunos das classes menos favorecidas que frequentaram as escolas publicas onde a lingua oficial era o papiamento foi enorme e estes últimos sofreram um retrocesso de 5 anos.
    Marciano e comparsas que nao sao tao parvos e que sabem perfeitamente quais as nefastas consequencias de oficializar o crioulo deviam ir ate Curacao e inteirarem-se da sua experiência negativa em substituir a “língua nao amada” mas de qualquer forma a mais funcional pelo papiamento]
    Fonte de informacao:
    ELSEVIER N0. 23 de 7 de Junho de 2008.pagina 34 capitulo KONINKRIIJK / NIET DE GELIEFEDE TAAL

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