Universitários preocupados com dados da INE: como evitar o desemprego?

28/09/2012 02:55 - Modificado em 28/09/2012 02:55

Os últimos dados da INE em relação a taxas de desemprego deixou preocupados os estudantes universitários e alunos do 12º ano.É que segundo esses dados a taxa de desempregou cresceu mais nos jovens com curso superior ou que têm o 12º ano.

 

A taxa de desemprego por nível de instrução mostra que 19,4 por cento de desempregados possuem o secundário enquanto 16,8 por cento de pessoas desempregadas possuem o curso superior.

Um cenário pouco risonho para os que estão a findar ou mesmo a concluir a sua aventura universitária. As dificuldades em ter um emprego depois de concluído o curso é algo já comum em conversas, mas com estas estatísticas torna-se evidente para os futuros licenciados. Isto é evidenciado por Paulo Tavares, estudante do 4º ano de história, quando diz que “a dificuldade é muita , mas de toda a maneira tenho que lutar terminar o curso e correr atrás de um trabalho”.

Vacilisio chama atenção para uma “grande demanda de pessoas para as universidades, o que cria uma superlotação de quadros”. Na mesma linha de pensamento Tânia não vê uma ligação entre a universidade e as verdadeiras necessidades do mercado. Para esta universitária deveria haver um tipo de ligação entre a universidade e o mercado, afim ministrar cursos que são necessários.

 

A cerca dos dados

 

Vacílisio Gomes que vai iniciar este ano o curso de ciência politica e relações internacionais considera a situação preocupante. .Vacilisio explica que é preocupante “na medida que você investe seu tempo e seu dinheiro na aquisição de conhecimentos que depois o mercado de trabalho não está preparado para receber”.

Essa preocupação parece comum. Vera Lopes que finda o seu curso de estudos ingleses pergunta: “o que vamos fazer?”. Uma pergunta que não consegue responder. O investimento feito é preocupante, já que estes universitários não vêem a forma de reaver o reembolso do esforço com um emprego no panorama actual. Este ponto é amplamente mencionado já que hoje em Cabo Verde a formação superior gira a volta dos 110 mil escudos anuais na universidade pública, e na privada 150 contos.Dinheiro, este que pode ir para um fundo sem retorno se não houver trabalho para os formados.

  1. Godzilla

    Em CV a qualidade do ensino superior, tb conhecido por inferior, é o que toda a gente sabé, de pouca qualidade.
    Mas temos a capacidade de cobrar em própinas o mesmo que é praticado em Portugal nas Universidades Públicas.
    Está visto que a Universidade em Cabo Verde é apenas um grande negócio. E está mais visto ainda que dada a qualidade desse ensino que a confiança do mercado para absorver esses formandos é tão baixa quanto a qualidade dessas academias.

  2. lo

    trabadjo ka tem, isso la é verdade. mas só pa pobre di dinheiro. governo meste muda de tática, pes cria vergonha na cara. enqto pobre ta luta honestamente, es que sta na puder, es sta fase truque.ces fidjo sempre ta tem trabadjo pa es. mm ku porcaria de nota e conhecimento. quela ka sta dreto. meste poi um trabadjo pa cada alguem. enqt sta uns sem nasa, otu ku 3 ou 4 trabadjo, que ta fica sem tempo pa presta em condiçõe

  3. DJONNY

    Poxa! Com as licenciaturas da Universidade do Mindelo (Ex IESIG) e outros que por ai andam quem é que confia em dar trabalho a um licenciado???

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.