Edir Brito/Mestre de Bateria: a arte de transformar um emaranhado de batidas em música

21/02/2017 07:34 - Modificado em 21/02/2017 07:34

A batucada do grupo carnavalesco Monte Sossego, a maior em termos de integrantes, actualmente com 147 tocadores, tem como principal objectivo o de animar o desfile do grupo e contagiar o público presente no dia do Carnaval. Dos diversos membros e instrumentos que integram a bateria do grupo campeão do Carnaval de São Vicente, apenas um profissional é responsável por transformar esse emaranhado de batidas em música: o Mestre de Bateria.

Edir Brito é, desde 2012, Mestre de Bateria do Grupo Monte Sossego. Como Mestre de Bateria, já foi campeão por duas vezes pelo “Montsú”.

Com 15 anos neste universo do Carnaval que é a batucada, Brito conta ao NN como tem sido a sua trajectória na festa do Rei Momo, primeiramente como tocador sob a alçada do Mestre Mick Lima e a sua evolução para o cargo de Director de Bateria do Monte Sossego.

Actualmente, o seu foco é levar para a Rua de Lisboa, no desfile oficial do dia 28, a melhor batucada para acompanhar o “esplendor” do grupo campeão em título do Carnaval mindelense. O mesmo adianta que a sua paixão pela música surge desde criança quando, como a maioria das crianças, tocava em latas, paixão que desenvolveu como músico. Além de Mestre de Bateria, Edir Brito é também baterista que acompanha diversos artistas locais como Vlú e integra actualmente a banda “Furdunço”.

A tocar desde os 18 anos, o jovem mestre que este ano rege cerca de 147 tocadores, diz que o primeiro grupo em que tocou de forma profissional foi o Monte Sossego e a sua primeira experiência como Mestre de Bateria foi no grupo Flores do Mindelo e, desde então, tem conseguido desenvolver o seu trabalho e, graças ao seu empenho e dedicação, conseguiu a confiança do grupo.

Além de Mestre de Bateria, Edir Brito, é responsável, há dois anos, pelo fornecimento dos instrumentos do grupo. Há dois anos que toca com os próprios instrumentos confeccionados por ele e pela sua equipa.

Questionado sobre o que mais lhe fascina no Carnaval de São Vicente, responde que é a aceitação do público pelo trabalho desenvolvido. “Sou um simples tocador e quando, no dia do Carnaval, o grupo entra na Rua de Lisboa e o público começa a cantar e a acompanhar a batuca, isso fascina-me porque o trabalho desenvolvido ao longo das semanas culmina neste momento, com a aceitação do público”, refere.

A sua expectativa para o Carnaval 2017 é, como diz, embelezar a cidade com os ritmos da batucada.

Um dos momentos mais marcantes da sua carreira, conforme nos fez saber, foi quando, pela primeira, vez assumiu o cargo de Mestre de Bateria e também quando tocou com os próprios instrumentos confeccionados por ele e pela sua equipa, momentos que descreve de grande orgulho e satisfação.

Uma das melhores características que aprecia numa bateria é a convivência entre todos. “A simplicidade é tudo”, é um dos lemas que rege o seu trabalho. E é por seguir este lema, conforme explica, que consegue fazer um bom trabalho.

Amante do Carnaval, nunca fez um desfile na vida, isto porque se vê apenas como elemento da batucada, por isso, identifica-se mais como baterista que é, entre todos, o instrumento com que mais se identifica e onde consegue, a maior parte das vezes, inspiração para a maioria dos arranjos.

Sobre a instituição do prémio de melhor batucada do Carnaval de São Vicente, Brito apoia a sua criação que serve de reconhecimento e motivação para os grupos e Mestres de Bateria. “Uma motivação para as baterias que fazem um trabalho com muita dedicação e quando fazemos um arranjo, queremos o reconhecimento pelo nosso trabalho, mas quando o grupo conquista o prémio de Carnaval, fico ainda mais contente, porque é o trabalho de todos os envolvidos”, realça.

  1. lisa

    boa edy, sucesso, ja lembrame bo infancia dvera bo tva gosta toca kes lata leite kjardim tava tem. Bijim bom carnaval

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