Janira Hopffer Almada: “Trabalho, trabalho e mais trabalho”

20/02/2017 08:18 - Modificado em 20/02/2017 08:18
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Com esta frase, a Presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, deu o mote e o compromisso com o partido para os próximos anos. A meta do partido não ficou escondida que é a de voltar a governar o país nas próximas eleições. Antes desta possibilidade de governação, a líder apontou “trabalho, trabalho e mais trabalho como solução”. Durante esta convenção, foi eleito o Conselho Nacional do Partido e o Conselho de Jurisdição. Ambos foram eleitos com mais de noventa por cento dos votos dos congressistas. A moção de estratégia também foi socializada com os congressistas.

Voltando ao congresso em si, em entrevista à TCV, o porta-voz do congresso, Humberto Brito, fez um balanço positivo do mesmo espelhado nas escolhas dos novos órgãos do partido. Segundo o mesmo, este acto espelhou a coesão e a união que o partido tem procurado.

Já Janira Hopffer Almada no seu discurso de encerramento do congresso trouxe à baila a definição do termo “camarada”, termo amplamente usado dentro do PAICV para designar colegas do partido. Para a líder, o termo é usado para designar militantes “com o mesmo propósito e disposição”. Evoca ainda o espírito de lealdade e esforço colectivo. Acrescenta que traz o princípio de igualdade de oportunidades dentro do partido. Este é o espírito de militância esperado pela líder.

“Estamos a trabalhar para o engajamento sério e activo”, palavras da Presidente, para resolver não só situações políticas, mas também para os próximos embates. E como medidas, menciona a certificação da base de dados, no sentido de se ter uma ideia concreta do número de militantes e também como forma de definição de políticas. “O funcionamento do partido deve ser melhorado”, sublinha.

A palavra de ordem de Janira Hopffer Almada para os militantes é: “Vamo-nos manter unidos e solidários”. Nas palavras da líder do partido, transparece que os objectivos do congresso foram alcançados no que tange a questão da unidade partidária. E o mesmo aconteceu também na entrevista com Humberto Brito para quem a unidade foi conseguida e que o congresso tem conseguido unir o partido.

Mas a situação do grupo de reflexão do partido foi uma marca de ponto a ser resolvido dentro do partido. Vários membros do auto-denominado grupo decidiram não participar na convenção. O que mancha o discurso de unidade partidária que, ao que parece, não foi totalmente conseguida.

O assunto foi evitado durante os discursos dos responsáveis do partido. E no discurso de encerramento, fica esta situação da líder, para quem os militantes devem pautar pelos princípios do partido em busca do bem comum, “pondo em primeiro lugar os interesses do povo e não os interesses pessoais”. E questiona algumas situações de fundo.

O congresso terminou mas ainda com o discurso de unidade, faltando agora unir o grupo de reflexão numa única voz.

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