Escola Capelinha: Alunos com deficiência oftálmica contemplados com óculos

17/02/2017 08:06 - Modificado em 17/02/2017 08:06
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Na sequência de uma parceria entre a Escola Capelinha na cidade da Praia e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, um grupo de alunos recebeu de forma gratuita óculos para melhorar a visão e o aproveitamento. Josefa Coelho, Gestora desta escola, mostra-se satisfeita com a iniciativa e acredita que “sem a visão, os alunos não se conseguem integrar bem a nível escolar e até mesmo na sociedade”, daí que apela por um maior reforço da parceria por parte do Ministério de Saúde e da Educação com todas as escolas.

A Gestora do Pólo explica que a iniciativa partiu da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que, preocupada com a quantidade de alunos com problemas de visão, inquiriu cerca de sessenta alunos dos oito aos doze anos.  

Uma vez feita a identificação dos alunos com deficiência oftálmica, os mesmos foram encaminhados ao Hospital Agostinho Neto onde foram rastreados. Cerca de quarenta e seis alunos da Escola Capelinha foram contemplados com consultas. A entrega dos óculos aconteceu na manhã da passada quarta-feira, tendo sido beneficiados vinte e três alunos.

A Gestora mostra-se satisfeita e adianta tratar-se de “uma boa iniciativa” que permitirá que os alunos tenham melhores resultados pois, “sem a visão, os alunos não se conseguem integrar bem a nível escolar e até mesmo na sociedade”.

Josefa Coelho adianta ainda que esta não é a primeira iniciativa da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para com a Escola, pois receberam apoios diversos desde a restauração de mesas e cadeiras, à atribuição de uma arca frigorífica que serve para a conservação dos alimentos.

Maira de Pina, aluna do 2º ano contemplada com um par de óculos, disse ao NN que com a colocação das lentes se sente muito melhor, pelo que agradece o gesto. Já Cléber Borges diz que já usava óculos mas os mesmos se tinham partido.

O aluno do 3º ano avança que devido à sua deficiência, o professor pediu-lhe para mudar para a carteira da frente uma vez que não conseguia acompanhar. Cléber diz que foram várias as vezes que os pais tentaram marcar uma consulta mas sem sucesso. Uma vez contemplado, o aluno afirma sentir-se “diferente e melhor”. Voltei para o meu lugar porque agora vejo o quadro melhor e, por isso, agradeço porque se não fossem as lentes continuaria sem ver bem”.

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