Demolições no Bairro 6 de Maio em Portugal: Embaixador garante que todas as famílias foram realojadas

17/02/2017 08:03 - Modificado em 17/02/2017 08:03
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O embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro garantiu hoje, na Cidade da Praia, que todas as quatro famílias cabo-verdianas que tiveram as casas demolidas no Bairro 6 de Maio, em Amadora (Portugal), recentemente, foram realojadas.

O diplomata fez essas considerações numa declaração à imprensa no final do encontro de hora e meia com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que serviu para abordar também questões relacionadas com a missão diplomática cabo-verdiana em Portugal, nomeadamente a cooperação e a própria comunidade.

De acordo com Eurico Monteiro, logo que a Embaixada teve conhecimento da situação, manifestou a sua preocupação, fez as diligências necessárias, inteirou-se dos problemas, leu todos os relatórios, conversou com as pessoas e falou com as autoridades municipais na Amadora, que alberga o Bairro 6 de Maio.

No entender do embaixador, foi importante a intervenção da Embaixada junto da Câmara Municipal da Amadora, não só para conhecer a situação, mas também para conhecer os propósitos, sendo que foram fornecidas informações detalhadas e documentadas sobre o sucedido.

“Foi-nos dado a garantia que até a presente dada, a Câmara Municipal de Amadora tem feito um esforço muito grande para que nenhum cabo-verdiano, ou outro cidadão, ficasse sem alojamento, ou seja, naquelas situações, estavam assegurados um alojamento, previamente contratualizado, evitando situações dramáticas”, garantiu.

Segundo ele, houve um entendimento “muito claro” sobre o envolvimento da Embaixada para acompanhar, em detalhe, a situação, e dar todo o apoio que se mostrar necessário para que, no quadro da legalidade e da justeza das reivindicações e das expectativas, se encontre sempre uma solução.

“A comunidade não estará desamparada, sabendo que existem regras, leis e regulamentos que devem ser cumpridos, há exigências que devem ser feitas, mas que existem também direitos e expectativas que são justos e legítimos que devem ser salvaguardados”, frisou, sublinhando que qualquer situação que diga respeito à comunidade cabo-verdiana, a Embaixada estará atenta.

Eurico Monteiro lembrou que Portugal é um Estado de Direito Democrático, com regras e instituições a funcionarem, com uma comunicação social “muito activa e muito crítica”, que à partida dão garantias de haver uma boa administração, mas que que tal não significa que a Embaixada não vá inteirar-se da realidade e, na medida do possível, fazer tudo o que for “absolutamente necessário”, para eventualmente corrigir alguma situação.

Inforpress

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