Mãe acusa Pediatria do Hospital Agostinho Neto de prestar mau atendimento

16/02/2017 08:35 - Modificado em 16/02/2017 08:35
| Comentários fechados em Mãe acusa Pediatria do Hospital Agostinho Neto de prestar mau atendimento

Manuela Varela, mãe de uma criança de oito anos, procurou este online para denunciar o que considera de “falta de sensibilidade e mau atendimento” na Pediatria do Hospital Agostinho Neto, na Praia. Esta mãe alega que esteve com a filha no Banco da Pediatria durante mais de seis horas sem que pudesse ser atendida pelo médico de serviço. A denunciante diz-se revoltada e preocupada e avança que a criança não foi atendida devido à “habitual falta de consideração e respeito” para com os doentes.

Tudo isto porque, segundo conta, precisou de levar a filha ao hospital por causa de fortes dores de cabeça e vermelhidão nos olhos e que após seis horas à espera de atendimento médico, teve de regressar a casa sem que a filha fosse medicada.

Segundo a mesma, a situação é recorrente pois já lhe aconteceu, pela segunda vez, e que a sua reclamação não é a única, “são várias as reclamações por parte de outras pessoas que precisaram de recorrer ao Banco de Urgências deste hospital”.

Indignada, a denunciante frisa que quando se trata de crianças, os médicos deveriam ser mais sensíveis e ter uma atenção redobrada. “A minha filha esteve mais de seis horas com fortes dores de cabeça, com os olhos avermelhados e não tiveram a consciência de medicá-la para minimizar a sua dor”.

A mãe revoltada ainda falou que outras mães contaram que passaram pela mesma situação. Na Pediatria do hospital abordámos outras mães que aguardavam o atendimento dos filhos e deparámo-nos com a mesma reclamação.

Sisi, mãe de uma criança de três anos, disse ao NN que se encontrava no Banco de Urgências desde as seis da manhã e que o paciente já tinha feito a triagem e que aguardava a sua vez para ter atendimento médico. “Procurámos este hospital porque não temos outra alternativa. Não há condições financeiras para recorremos às clínicas particulares, onde o atendimento não tem comparação”.

Gilda disse à nossa reportagem que o médico solicitou uma análise de sangue ao filho, mas após duas horas à espera, ainda não tinha conseguido nem sequer entregar a requisição. “É uma vergonha, o paciente ter de pagar a taxa de saúde para não poder contar nessas horas”, reclama Eduardo Moreno, pai de um paciente menor de 03 anos.

Entrámos em contacto com o Hospital Agostinho Neto para esclarecimentos mas, até ao momento do fecho desta reportagem, não obtivemos qualquer resposta.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.