Grupo Carnavalesco “Flores da Vila” de Penha de França na Ribeira Grande, Santo Antão, não sairá às ruas no dia 28

15/02/2017 00:45 - Modificado em 15/02/2017 00:45
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O grupo carnavalesco “Flores da Vila” de Penha de França que, praticamente, desde 2000 que leva brilho e muita animação às ruas da RG, este ano não vai sair o que está a causar um certo mal-estar no seio da comunidade ribeira-grandense.

Há praticamente quinze anos que o grupo sai às ruas da RG com o intuito de levar a animação e embelezar as ruas da cidade. Este ano, a Presidente do grupo, Edviges Sousa Miranda, achou por bem não colocar o grupo na rua no dia da comemoração do Rei Momo, facto este que está a gerar descontentamento no seio da comunidade.

A Presidente do grupo, Edviges Sousa Miranda, compreende o desagrado das pessoas mas entende que não faz sentido colocar na rua o grupo este ano, após ouvir duras críticas por parte de algumas pessoas que a acusaram de estar a aproveitar-se dos recursos financeiros do grupo. Edviges Sousa sente-se injustiçada e constrangida pela situação. “Tal como eu, todos estão desanimados por não sairmos à rua no dia 28, mas certamente no próximo ano sairemos”, realça.

Para o dia 28 deste mês, a Presidente afirma que só sairão às ruas com os trajes dos anos anteriores, escolherão um tema musical, mas não sairão com andores. “Isto só porque todos da RG já estão à nossa espera”, realça.

Apesar das muitas dificuldades em ser Presidente de um grupo carnavalesco e de o colocar nas ruas do Terreiro da Povoação todos os anos, a Presidente não vai sair do grupo e nem colocar o lugar à disposição. “O stress com que me deparo todos os anos para colocar o grupo nas ruas é imenso. Faço-o por prazer e não me cansa porque me dá gosto fazê-lo”, concluiu.

Carlos Alberto Fortes, Vice-presidente na altura da fundação do grupo em 1985, e que continua a fazer projectos para o grupo, aponta ao NN que o grupo tem bons homens e mulheres de CULTURA, músicos, artistas plásticos, tocadores, bailarinas e costureiras. “Só necessita de uma liderança forte, capaz de congregar todos os seus elementos para não deixar cair o Carnaval que é o prato forte do grupo, facto que este ano impossibilita o grupo de sair para as ruas no dia 28”, indica.

Para Carlos, a falta de união também é um dos aspectos que impossibilita o grupo de sair às ruas. “Para haver união terá que existir alguém com capacidade de liderança para conseguir atrair muita gente. Ser uma pessoa aglutinadora de vontades, chamando as pessoas com amor e carinho”, aponta.

Apesar do constrangimento por não ver o grupo a desfilar no dia 28, realça que vai continuar a ajudar o grupo fazendo projectos para conseguir financiamentos tanto do Governo, como da Câmara Municipal da Ribeira Grande e dos privados. Dará também o seu contributo na elaboração das músicas de desfile do Carnaval, quando for chamado para isso.

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