PM: “é evidente que o Programa Casa para Todos era económica e financeiramente inviável desde o início”

14/02/2017 08:14 - Modificado em 14/02/2017 08:14

O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que sempre esteve demonstrado que o programa de habitação social “Casa para Todos” era inviável económica e financeiramente.

O governante reagia ao relatório de auditoria à Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH) feita pela BDO (Portugal) que adianta que enquanto promotora e gestora do Programa, a IFH “não é sustentável a prazo”, essencialmente por causa da “incapacidade” desta empresa em liquidar as obrigações decorrentes dos serviços da dívida que acumula neste momento.

Ulisses Correia e Silva, indicou também que o relatório adianta o que o Governo já sabia, ou seja, que havia problemas de viabilidade à partida quanto à construção de habitações para a venda no mercado e compensar os encargos.

Para além do elevado stock das dívidas de 200 milhões de euros contraídas junto de um banco português para implementar o programa, que segundo o Governo representa mais de 15% do PIB cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva adianta que há outros aspectos que não foram levados em conta.

“Mesmo que todos os cabo-verdianos tivessem condições para irem ao banco e comprarem uma casa, não haveria crédito suficiente para a economia cabo-verdiana financiar 200 milhões de euros”, disse lembrando que nem todas as famílias têm a possibilidade de ir ao banco para adquirirem uma casa.

“Isso verificou-se de tal forma que houve momentos no programa que se passou pela opção da renda resolúvel. Quer dizer, estava demonstrado que a viabilidade económica e financeira não estava assegurada nem de perto e nem de longe”, argumentou.

E porque o problema tem de ser resolvido, o Governo cabo-verdiano está à procura de soluções para minimizar os encargos sobre a IFH e sobre o país.

O perdão total, parcial ou a reestruturação da dívida representa, para o Primeiro-ministro, algumas das soluções que estão sobre a mesa e que vão ser discutidas com o Governo Português, já na Cimeira Luso-Cabo-verdiana que terá lugar na próxima semana na Cidade da Praia.

“Seria óptimo o perdão da dívida, mas se não o conseguirmos, temos portas aberta para negociar a reestruturação”, disse.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da IFH, Francisco Neves, dos 200 milhões de euros já estão utilizados aproximadamente 160 milhões, restando apenas cerca de 39,5 milhões que, entretanto, não são suficientes para concluir cerca de 50 por cento das casas ainda por terminar.

“Devido às derrapagens havidas e que correspondem a um acréscimo para o qual não se contava por causa das indemnizações aos empreiteiros, da extensão das fiscalizações porque os prazos quase que duplicaram com a extensão da linha de crédito”, explicou.

Inforpress

  1. Atento

    Este cantando de galo, sabia uma ova, aquilo que sempre desejaram era que tudo isto desse errado para depois vir a comunicação vangloriar-se como está a fazer neste momento. Homem mesquinho….. kkkk. Agora vai implorar para perdão da dívida kkkk..vais vender Cabo Verde é isso?

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