PAICV: Congresso da paz e reconciliação ou não?

14/02/2017 08:10 - Modificado em 14/02/2017 08:10
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Depois de definir a liderança do partido na sua última Convenção, o PAICV prepara agora a estratégia que seguirá nos próximos anos durante o Congresso Nacional do partido que acontece no próximo fim-de-semana. O momento alto do partido, como sublinhou o Secretário-Geral, João do Carmo, será a apresentação, discussão e aprovação da moção de estratégia de orientação nacional, proposta que será apresentada pela Presidente. Outro momento, será a eleição dos órgãos nacionais do partido como é o caso do Conselho Nacional.

A previsão é que seja um espaço de debate e de discussão. E, no momento actual do PAICV, mesmo depois das eleições, espera-se num debate intenso protagonizado pelos elementos do partido.

Depois das eleições e com a reeleição de Janira Hopffer Almada a Presidente, esperava-se que a contestação à sua liderança terminasse e começasse um novo período para o partido. Mal a Presidente anunciou a sua reeleição, o grupo de reflexão do PAICV levantou questões sobre o acto eleitoral e os números apresentados. Isto, quando antes das eleições os integrantes do grupo já tinham colocado em causa o próprio acto eleitoral do partido.

“JHA venceu porque tinha que vencer”, foram as palavras utilizadas para descrever a vitória da Presidente. E, ao mesmo tempo, também criticou as orientações do partido e a forma como tem feito oposição. Para o grupo, o partido não pode exigir do Governo o cumprimento do programa, “porque não aprovámos o programa”, como já tinha sublinhado Júlio Correia aquando das eleições.

E a aposta de ambas as partes, isto é, a liderança de Janira e as pretensões do grupo de reflexão, tem sido na realização de um bom Congresso. Se a liderança vê no Congresso a oportunidade de tornar a trazer os valores do partido, bem como a união, do outro lado, o grupo espera saber o que o Congresso vai ditar: “que partido vamos ter, se um partido que se funda no centralismo ou um partido que pauta pela unidade e repousa na sua diversidade”, conforme Júlio Correia.

A liderança actual do partido espera pois, na realização de um bom Congresso para que o partido possa sair beneficiado. Mas também espera fazer uma boa figura já que para o Congresso vai contar com representantes políticos de vários países. Convidados vindos de Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Cuba e China.

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