Basquetebol: Até a próxima confusão

9/02/2017 08:07 - Modificado em 9/02/2017 08:07
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A menos de um ano após a sua eleição, a direcção da Federação Cabo-verdiana de Futebol colocou o cargo à disposição. Isto, depois da chuva de críticas pela opção do país ficar de fora da qualificação para o Afrobasket 2017. André Delgado foi eleito novo presidente terminando um ciclo de doze anos de Kitana Cabral à frente da organização.

Esta decisão coloca em questão o plano que a Federação tinha para o basquetebol no país. O trabalho de base foi o discurso mais comum tanto do presidente  como do treinador escolhido para comandar a selecção, Kula Monteiro. No dia da posse, Delgado afirmou que “não podemos ter uma selecção para competir lá fora. Temos de trabalhar na base para ter uma selecção forte depois”, demonstrando preocupação com o futuro da modalidade. Esta questão deixa agora a direcção demissionária sem conseguir levar a cabo o trabalho que tinha planeado.

“Este é um projecto da Federação. Não podemos apenas trabalhar com a selecção sénior e ignorar as selecções de escalões”, como afirmou em entrevista ao NN Kula Monteiro aquando da sua escolha para seleccionador nacional. A base do trabalho da selecção seria a base de partida, para além de uma organização na casa, depois.

O arrumo da casa e a aposta na base eram as ideias de base do trabalho que pretendia resolver. E foi admitido que os custos para a regularização da situação financeira da Federação e de preparação para a participação no Afrobasket eram elevados. Daí a necessidade da opção de retirar o país da fase de qualificação.

Trinta mil contos eram o montante necessário para a participação no Afrobasket, aliados a outras dívidas. Dívidas que atribuem à má organização e má gestão da direcção anterior. E a posição foi apoiada por Kula que afirmou durante a conferência de justificação da não participação que a selecção iria começar em breve o seu percurso e não apenas reunir-se de dois em dois anos para competições, perspectivando um “futuro risonho”.

Futuro risonho agora interrompido. Por outro lado, já existe uma manifestação de interesse em assumir a direcção da FCB, nas pessoas dos internacionais Rodrigo Mascarenhas e Marito. Rodrigo Mascarenhas afirmou à RCV que existem muitas pessoas que o têm abordado sobre o assunto e demonstrado apoio em várias áreas, oferecendo serviços e ajuda. “Acredito que vamos juntar uma equipa e fazer bem melhor”.

Como foi feito saber, o primeiro passo será conhecer os trâmites legais para que a participação no Afrobasket possa voltar ao radar de Cabo Verde.

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