Ulisses Correia e Silva espera que o PAICV tenha interesse em aprovar a lei das incompatibilidades

9/02/2017 07:58 - Modificado em 9/02/2017 07:58

Ulisses Correia e Silva afirmou hoje que não se sente “fragilizado” com o facto de não ter conseguido aprovar o princípio de incompatibilidade na convenção do partido, uma vez que o decreto-lei será levado ao Parlamento para decisão.

O Primeiro-ministro que falava à imprensa esta quarta-feira após ter recebido crianças de jardins infantis da Cidade da Praia em visita de cortesia, disse que ao contrário do que se tem dito, “sai reforçado porque foi aprovada uma deliberação por unanimidade, em que os delegados afirmaram e comprovaram o principio de incompatibilidade”.

“Este princípio foi retirado dos estatutos por minha iniciativa, mas ficou numa deliberação e tem a mesma força. Mais importante do que isso, é que vamos fazer aprovar, no Parlamento, uma lei de incompatibilidade”, enfatizou.

Porém, sublinhou que ainda este mês o decreto vai ser levado a Conselho de Ministros que irá aprovar a sua subida ao Parlamento, realçando que “não há nada que tenha mais força do que esta decisão”.

Questionado se a aprovação do decreto-lei no Parlamento deve contar com o apoio do PAICV, Ulisses Correia e Silva esclareceu que o regime de incompatibilidades “não requer dois terços”.

Por isso, diz esperar que a oposição tenha interesse em aprovar o decreto-lei.

“Espero que estejamos todos com interesse em despartidarizar a administração pública e focalizar os cargos de direcção nos serviços públicos: se não fizermos isso é porque estamos interessados em continuar a promiscuidade de ter delegados que eram coordenadores do partido nos ministérios”, frisa apelando à separação das funções.

Inforpress

  1. CidadaoCV

    Pois é … espero que haja “vontade política” para tal! E que a LEI seja o mais abrangente possível, para não passarmos mais pela vergonhosa situação de termos Deputados da Nação, nos tribunais a defenderem grandes criminosos, como traficantes.

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