Ahmadinejad diz que homossexualidade é um assunto de capitalistas

26/09/2012 02:23 - Modificado em 26/09/2012 02:23
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A defesa da homossexualidade é um assunto de capitalistas que não se preocupam com os verdadeiros valores humanos, afirmou o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, numa entrevista à CNN, em que voltou a defender que Israel deveria ser “varrida” do mapa.

 

Para Ahmadinejad – que está em Nova Iorque para participar na Assembleia Geral das Nações Unidas –, a homossexualidade é “uma conduta muito feia”, que foi condenada “por todos os profetas, todas as religiões e todas as crenças”. Além disso, afirmou, “põe fim à procriação”.

 

Os políticos que defendem gays e lésbicas querem obter “mais quatro ou cinco votos”, criticou, através de um intérprete. “Este tipo de apoio à homossexualidade está apenas ancorado no pensamento dos capitalistas e daqueles que defendem o crescimento do capital acima dos valores humanos.”

 

Quanto à possibilidade de um ataque de Israel contra o Irão, Ahmadinejad respondeu com uma comparação: “Se um grupo chegar e ocupar os Estados Unidos da América, destruir casas com mulheres e crianças, encarcerar os jovens da América, impuser cinco guerras diferentes aos seus vizinhos e estiver sempre a ameaçar os outros, o que é que vocês fazem? O que é que vocês dizem? Ajudam-nos? Ou ajudam os norte-americanos?”

 

Na entrevista à CNN, explicou ainda o que quer dizer quando afirma que Israel deveria ser eliminada do mapa. “Quando dizemos ‘varrida’, dizemos que a ocupação deve desaparecer deste mundo. Para que a beligerância seja erradicada, para que o assassínio de mulheres e crianças seja erradicado. E nós propomos um caminho. O caminho é reconhecer o direito dos palestinianos a auto-governarem-se.”

 

Sobre a guerra na Síria, que dura há mais de meio ano, Ahmadinejad condenou a violência que já levou à morte de mais de 26.000 civis e defendeu que o conflito deve ser resolvido por meio do diálogo. “Acreditamos que a liberdade, o direito de escolher, o direito de votar, o respeito e a justiça são direitos fundamentais para todas as pessoas”, disse. “Acreditamos que devemos ajudar as nações de todo o mundo a obter esses direitos por meios pacíficos”, concluiu.

 

 

 

 

 

cm.pt

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