Federação Cabo-verdiana de Basquetebol sob fogo cruzado

7/02/2017 07:19 - Modificado em 7/02/2017 07:19
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A decisão da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol em abdicar da participação nas qualificações para o Afrobasket 2017, não tem deixado os praticantes e amantes da modalidade satisfeitos. Uma das vozes mais críticas tem sido a do antigo internacional e capitão dos “tubarões martelo”, Rodrigo Mascarenhas, que em carta aberta criticou a atitude da Federação. Os jogadores da Selecção Nacional já se demonstraram indisponíveis em colaborar com a Selecção pelo motivo da não participação da Selecção de Cabo Verde na fase da qualificação.

As redes sociais têm sido o espaço onde muitos têm criticado a postura da Federação ao mesmo tempo que pedem uma reconsideração por parte da Federação. Esta situação poderia perspectivar-se como um interregno de dois anos, visto que o Afrobasket acontece de dois em dois anos, mas com a mudança de regras por parte da FIBA, órgão que administra o basquetebol internacional, a competição acontece agora de quatro em quatro anos, o mesmo que acontece com outras confederações de basquete, uma medida que serve para que as competições não interfiram com outras competições internacionais como, por exemplo, os Jogos Olímpicos.

Com esta decisão e usando um pouco de matemática, em vez de dois anos, o país pode ficar agora seis anos fora das competições internacionais. Mas a questão é o que vai acontecer com a geração actual que constitui a Selecção Nacional. A decisão da Federação esteve em destaque no site da FIBA num texto escrito por um colunista do site oficial da FIBA, Júlio Chitunda, onde o mesmo tenta esclarecer porque é que foi uma má decisão a opção da Federação. Para o colunista, se a Federação quer reconstruir o basquetebol no país ninguém a pode culpar, mas “eles não podem negar a uma geração de jogadores talentosos a oportunidade de alcançarem algo de especial no maior palco do basquetebol africano”.  

Cabo Verde, nos dias de hoje, tem vários jogadores empenhados em várias ligas internacionais, o que leva a acreditar na sua qualidade. Um período de quase seis anos sem competição internacional pode pesar, isto quando se leva em conta a idade.

A ideia da Federação exposta aquando da escolha do novo seleccionador era a de criar as bases para o desenvolvimento do basquetebol. O site De Tudo Um Pouco tem acompanhado de perto a situação e explica: “As equipas que não conseguiram a qualificação para o Afrobasket 2017, farão parte da Divisão B e vão participar no AfroChallenge de 2019, uma competição para as sete equipas que não forem à FIBA World Cup 2019 e cinco das melhores equipas da Divisão B de África. Caso Cabo Verde não marque presença nesta qualificação, certamente irá ser da Divisão C. Lembra ainda que 2019 é altura em que a actual direcção da FCBB liderada por André Delgado, irá terminar o mandado”.

Tem sido uma tradição internacional do país em provas internacionais. E a decisão pode, do ponto de vista dos colunistas e dos sites de informação, ser necessária para a construção de uma nova tradição internacional com a decisão da Federação em não participar na campanha do Afrobasket 2017.

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