Mulher que ficou com sérios problemas de saúde após o parto e perdeu o companheiro vive em condições precárias

7/02/2017 07:12 - Modificado em 7/02/2017 07:12
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Há cerca de dois anos que Armanda, de 43 anos, viu a sua vida mudar de forma precoce quando, por meio de uma cesariana, deu à luz o seu quarto filho. Quatro dias após o nascimento da criança, a mulher entrou em coma profundo tendo recuperado cerca de um mês depois.

A mesma terá contraído uma doença que não sabe explicar correctamente. “Disseram-me que foi uma veia que entupiu”. Para além de um ferimento no pé esquerdo que até ao momento não cicatrizou impedindo-lhe de caminhar e de ter uma vida normal, a mulher viu o lado esquerdo paralisado. Armanda permaneceu durante oito meses numa cadeira de rodas.

Para complicar a situação, Armanda veio a perder o companheiro na sequência de um problema cardíaco. “Beto tinha apenas 32 anos, mas Deus veio buscá-lo no dia 17 de Dezembro depois de longos meses em consultas”.

“Desde Dezembro que não tenho ninguém com quem poder contar. Devido ao ferimento nesta perna tenho sido internada com frequência e quando não estou internada tenho de me deslocar ao hospital para realizar curativos, mas eu não sei se a minha doença tem cura porque tenho a ferida há cerca de dois anos e nunca cicatrizou”, acrescenta lamentando-se.

A mulher que ficou viúva, também ficou impedida de acompanhar o crescimento do pequeno “Betinho”, órfão na altura com um ano e nove meses de idade. “Ainda sem conhecer o leito materno, o meu filho foi entregue aos cuidados da tia que reside na zona de São Filipe, isto porque estou doente, não consigo trabalhar e não tenho condições financeiras para o criar”, lamenta.

Numa humilde habitação construída de “tambor” sem quaisquer condições humanas, vive Armanda na zona de Cabaceira, cidade da Praia. A mulher sonha um dia poder encontrar a saúde e voltar a trabalhar. Armanda que se considerava antes ser “uma mulher de trabalho”, hoje não consegue trabalhar.

Questionada sobre as condições de sobrevivência, a mulher afirma que depende muitas vezes da boa vontade e solidariedade de vizinhos que a apoiam na refeição. “Esta casa não é minha, vivo aqui de renda, pago o aluguer com o dinheiro da pensão social atribuída pelo Governo”.

A entrevistada apela à sensibilidade da sociedade no sentido de a apoiar na compra de medicamentos, alimentação, transporte para o hospital, ou qualquer outra ajuda disponível. Para quem puder ajudar a entrevistada que passa por duras dificuldades e daí a esta reportagem, Armanda deixa o seguinte contacto.

Telemóvel de um parente próximo: 520 36 74.

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