Pelo menos 26 detidos e 60 feridos nos protestos em Madrid

26/09/2012 02:14 - Modificado em 26/09/2012 02:14
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Pelo menos 26 pessoas foram detidas e 60 ficaram feridas (entre as quais oito agentes) nos confrontos entre manifestantes e polícia, nos protestos desta tarde, junto ao Congresso dos Deputados de Madrid.

 

A informação é avançada pelo jornal espanhol El País, que noticia terem sido levadas 16 pessoas para o hospital.

 

De acordo com o Governo, citado pelo El País, estivaram nos protestos cerca de seis mil manifestantes.Os ânimos acalmaram durante a noite, embora tanto a polícia como alguns manifestantes permaneçam no local.

 

A polícia espanhola chegou a disparar balas de borracha contra os manifestantes, de acordo com a BBC. A polícia, contudo, mantinha estar apenas a disparar salvas de pólvora seca para o ar.

 

Segundo a polícia, as cargas aconteceram quando alguns manifestantes tentaram furar o cordão de segurança em redor do edifício. Os sites dos jornais espanhóis referiam também outros momentos de tensão, quando as duas grandes marchas que avançaram para o Congresso percorriam ainda as ruas do centro da capital espanhola.

 

O objectivo era “cercar o Congresso” para assim denunciar o “sequestro” de foi alvo a democracia e pedir a demissão do Governo. “Congresso e Parlamento não nos representam. Demissão dos deputados”, lê-se num grande cartaz, entre gritos de “Chamam-lhe democracia e não é” ou “Que o próximo desempregado seja um deputado”.

 

Os organizadores, a Coordenação 25-S, que inclui dezenas de assembleias de bairro do movimento dos Indignados, tinham pedido um protesto pacífico, mas temiam-se os distúrbios.

 

Vários membros do PP, no poder, tinham tentado relacionar o protesto com movimentos extremistas – a secretária-geral do partido, María Dolores de Cospedal, comparou-o com a tentativa de golpe de Estado de 1981, enquanto a delegada do Governo em Madrid, Cristina Cifuentes, assegurou que por trás da convocatória havia “algum grupo próximo da ideologia nazi”. Oito activistas foram acusados de “alegado delito contra os altos organismos da nação” por terem participado em acções de preparação.

 

 

 

 

 

publico.pt

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