Eusébio Sabino: “A doença tem solução ou não?”

3/02/2017 08:24 - Modificado em 3/02/2017 08:24
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No passado mês de Abril, o NN publicou a história de Eusébio Sabino, um cidadão que padece de uma doença rara, apresentada como bócio, mas que os responsáveis de saúde chamam correctamente e mais propriamente, “lipomatose simétrica múltipla”. Em questão está um pedido de ajuda feito pela família com o fim de obter auxílio para que Zibi, como é apelidado, pudesse ter um tratamento adequado e, se fosse possível, pudesse ficar livre da enfermidade.

Em conversa com Solange da Cruz, sobrinha de Zibi, a mesma refere que depois da publicação, houve várias demonstrações de interesse de ajuda, mas muitas ficaram apenas pelo interesse. No entanto, fala de um grupo residente nos Estados Unidos que quis abraçar a causa e ajudar. Solange fala da necessidade que o grupo teve em ter acesso às informações do paciente, mas que teve problemas em obtê-las.

“Contactaram-me e começaram a pedir informações de médicos. Eu fui tentar falar com o seu médico, porque ele estava a acompanhá-lo e, portanto, sabia o que tem. Fomos falar com ele e disse-me que não conhecia as pessoas e, portanto, não poderia passar informações o que não deixo de lhe dar razão”, conta Solange. Diz que após algum tempo, teve acesso aos documentos médicos. E ficou com o sentimento de que o tio poderia ter um tratamento adequado se tivesse havido uma maior celeridade na entrega dos documentos médicos ao grupo que disponibilizou a ajuda.

A questão levantada por Solange prende-se com o facto de Zibi não estar a ter acompanhamento no hospital, o que por um lado chega a justificar com a mudança administrativa, mas por outro, diz que o tio precisa de ajuda. Isto porque o tio precisa de acompanhamento no sentido que se sente descriminado quando anda na rua e tem preferido o isolamento. Neste momento, Zibi está a viver em Santo Antão.

Neste sentido, o que a família deseja saber das autoridades de saúde é se a “doença tem cura e se existe uma cirurgia para reverter a doença”.

Direcção do Hospital

Em conversa com a PCA do Hospital Baptista de Sousa, Ana Margarida Brito, falando sobre o tratamento de Zibi, a mesma refere que o paciente é acompanhado pelo hospital e que não foi visto apenas pelo cirurgião que o acompanhava, mas por um outro leque de especialistas como psicólogos, sociólogos, otorrinolaringologistas, de forma a proporcionar um melhor tratamento ao doente.”

“Ele tem uma doença rara. O tratamento é através de cirurgia. Mas é um tratamento paliativo, ou seja não tem cura. Pode-se tirar a gordura e como não é uma gordura muito fácil de se retirar por completo, reactiva-se. E ainda apresenta um grande factor de risco”, esclarece Margarida Brito.

A PCA adianta que foi feito o seguimento e, algumas vezes, o paciente foi internado. E constata que os internamentos deixaram-no mais aliviado. No entanto, o mesmo começou a faltar. Isto devido a uma questão pessoal do doente que lhe impossibilitava de estar presente. Acrescenta que não é fácil para o paciente e que “no hospital e no sistema nacional de saúde, todos têm direito à saúde”, mesmo se as pessoas não têm recursos”.

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