Josina Fortes: “se aparecer a oportunidade de jogar andebol no estrangeiro vou agarrá-la com unhas e dentes”

3/02/2017 08:16 - Modificado em 3/02/2017 08:16
| Comentários fechados em Josina Fortes: “se aparecer a oportunidade de jogar andebol no estrangeiro vou agarrá-la com unhas e dentes”

Josina Fortes completou 25 anos de idade na quarta-feira, dia 02, é natural da zona de Ribeira Bote, é atleta de andebol do Amarante e estuda Engenharia Civil na Universidade de Cabo Verde.

A jovem atleta é pentacampeã regional de andebol ao serviço do Amarante, clube que representa já há onze anos. Na sua trajectória de andebolista, já representou a Selecção Nacional de Cabo Verde por uma vez.

Josina descobriu a sua paixão pela modalidade precocemente, quando tinha 12/13 anos, ao ser convidada por uma professora para ver os jogos entre professores na Escola Técnica do Mindelo. Com catorze anos e estudando o nono ano de escolaridade e com a prática do andebol na Educação Física, viu-se o seu talento. Foi sem surpresa que integrou a equipa de juniores da Escola Técnica na altura.  

De seguida, ingressou na equipa sénior do Amarante com 14 anos de idade e, desde então, representa as cores amarantinas. Já vai na sua décima primeira época no “clube do seu coração”, com a conquista de vários regionais.

Para a pivô e camisola número dois do Amarante, o melhor momento da sua carreira foi quando, em Fevereiro de 2015, “me chamaram para representar a Selecção de Cabo Verde num torneio no Senegal. Senti-me valorizada. Foi simplesmente emocionante vestir a camisola de Cabo Verde, porque sentes a cara do teu país”. Josina espera ter mais oportunidades para representar a Selecção, pelo que, tem muitas esperanças de ir mais vezes.

Por outro lado, Josina mostra-se triste por ainda não ter alcançado o tão desejado título a nível nacional, mas espera ainda vir a conseguir. A andebolista afirma que o andebol é metade dela porque “aprendi muito com o andebol: disciplina, espírito de equipa e liderança”.

Josina tem mais um sonho que quer realizar no mundo do andebol que é o de sair para o estrangeiro e mostrar o seu andebol. A atleta amarantina realça que “se aparecer uma oportunidade de ir jogar andebol no estrangeiro vou agarrá-la com unhas e dentes”.

Por fim, convidada a mostrar o seu ponto de vista sobre o andebol em São Vicente que não passa por dias melhores, diz que “o andebol aqui em São Vicente está com pouca divulgação. A competição está fraca e, neste momento, a nível feminino temos somente duas equipas a treinar, o que retira competitividade ao campeonato. É preciso ter mais equipas e, para isso, tem de haver apoios”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.