Advogado Pinto Monteiro nega ter recusado inspecção

3/02/2017 08:08 - Modificado em 3/02/2017 08:08

O Advogado José Manuel Pinto Monteiro foi a julgamento esta terça-feira, dia 02. O mesmo responde pelo crime de desobediência à autoridade supostamente por se ter recusado de passar pela inspecção no Aeroporto Nelson Mandela. O acontecimento ocorreu no passado dia 19 de Janeiro. O arguido refuta as acusações dos agentes alegando ter obedecido aos procedimentos.

O Tribunal da Comarca da Praia realizou na manhã desta quinta-feira, 02, a audiência de julgamento do Advogado José Manuel Pinto Monteiro, de 60 anos, acusado de desacato à autoridade. O Advogado foi detido no passado dia 19 no Aeroporto Nelson Mandela na cidade da Praia supostamente por ter recusado a inspecção. O Advogado tinha como destino Lisboa onde deveria realizar algumas consultas, como uma ressonância magnética e outros exames médicos.

O arguido residente na cidade da Praia acusa o agente da Polícia Nacional Denilson Emanuel de Moura Tavares de agressão física. De acordo com o relato do ofendido, o agente em causa “empurrou-me e agarrou-me na parte da frente do casaco e deu-me um pontapé no pé direito e caí ao chão e sofri uma lesão, com derramamento de sangue na articulação do cotovelo direito”.

O arguido nega os factos e mantém a seguinte versão “dirigi-me à mesa da revista… abri a minha pasta e coloquei em cima da mesa tudo o que estava no interior da pasta e mostrei ao Senhor que a mala tinha ficado vazia e sem nada no interior. Tinha o quê: papéis, telemóveis, carteiras e carregadores do telemóvel. Mais nada. Ele disse-me que não. Que teria de voltar a colocar tudo dentro das pastas para ser ele a tirar e a voltar a pôr… De seguida informou-me que já tinham tirado a minha bagagem do voo e que não iria viajar”.

O mesmo acusa o agente de o ter empurrado, pontapeado e agarrado na parte da frente do casaco. “Tinha uma ferida de 2 cm e 0,5 de profundidade no cotovelo”.

O Advogado Hélio Sanches que assegura a defesa do arguido acredita que o seu constituinte não cometeu o crime e que tudo terá sido motivado por uma agente com quem no passado o seu constituinte se terá desentendido.

Por não encontrar qualquer tipo de crime, o Ministério Público defendeu a absolvição do arguido.

  1. Antonio Gomes

    Deve-se abrir um inquerito para apurar a verdade. Se houve agressao esse agente deve ser punido severamente, por razoes seguintes: O Pinto ja la vai com 60 anos de idade por conseguinte deve ter idade do pai desse agente, pode dar ordem de prisao? pode, mas isso nao implica agressao fisica; Uma outra razao e ter respeito pelos colaboradores da justica; Nada justifica uma agressao a qualquer pessoa do bem, embora podemos descordar mas isso e normal. Deve ser punido para que possam saber que policia e uma profissao igual a qualquer outra portanto contrario do que eles os policiais pensam sao funcionarios publicos que devem ser respeitados nos seus postos de trabalhos. Nao existem deuses da terra como fazem crer. Esse agente deve ser punido severamente repito, que nao seja despedimento, senao nao vai aprender simplesmente arrepende-se

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