ULCV: Docentes revoltados com os salários em atraso

3/02/2017 08:05 - Modificado em 3/02/2017 08:05

Os Docentes da ULCV, Universidade Lusófona de Cabo Verde no Mindelo, São Vicente, encontram-se revoltados perante o atraso dos seus salários.

 

Em conversa com alguns docentes desta Universidade, estes afirmam que a situação remonta há vários anos e que tem sido um grande problema para as suas vidas.

Anderson Fidalgo, docente, realça que “não há um pronunciamento oficial o que considero um absurdo. Na minha opinião, acho que o mínimo que poderiam fazer era chamar os professores e explicar a situação. Mas não. Ao invés disso, esperam que os professores se chateiem e aí, dizem que há um programa para saldar a dívida que vai ser colocado em execução”.

Uma outra fonte, cujo anonimato respeitamos, afirma que desde o mês de Outubro do ano passado que lecciona nessa Universidade e que até agora só recebeu 75 % do seu salário do referido mês. Adiantou-nos ainda que na tentativa de ver o seu problema resolvido, contactou a Direcção da Universidade e, na primeira tentativa de diálogo, disseram-lhe que estavam a aguardar resposta de Portugal e que, na segunda tentativa, disseram-lhe simplesmente que estavam a aguardar a resposta da Praia.

Entretanto, revoltado, o docente diz que esse problema só será resolvido se mudarem novamente a administração. Acrescentou que “não sei qual é a situação da Universidade Lusófona da Praia, mas acredito que o investimento lá seja maior do que o que está a ser feito no Mindelo”, explica.

Ana Fernandes, docente, diz que esta situação remonta há vários anos, o que considera um absurdo, isto pela forma como a instituição tem vindo a pagar os professores.

Ambos os entrevistados apelam por um maior investimento nessa Universidade e pedem medidas de intervenção urgente em relação aos salários em atraso.

O NN tentou contactar com a Assessora da Administração, Lenilda Brito, de forma a obter o contraditório, mas não foi possível porque a mesma encontrava-se de baixa médica.

  1. Vamos ser sérios. A ULCV, mais um conjunto outras ditas Instituições do Ensino Superior (IES), são nados mortos, mas que pela ignorância ou desmazelo das autoridades, ainda continuam a deambular por aí, fingindo-se de IES. São nados mortos e, por conseguinte, nunca terão a vida e dar o passo para frente. Não têm a base de sustentabilidade e com as dificuldades com que vêm enfrentado as famílias, não têm como sair dessa situação. Vejam que, a rigor, desde de 2011, o número de alunos não aumentou no ensino superior. O pequeno avanço que houve é por causa do IUE que entrou com o curso de complemento de Licenciatura para os professores do EBI. E, no meio de toda a carência com que vêm funcionando todas as IES, a questão da qualidade é um Deus nos acuda!

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