“Perla Negra” a versão de Juan e Carlos que alegam inocência

2/02/2017 08:24 - Modificado em 2/02/2017 08:24

Juan Busto e Carlos Ortega condenados no processo “Perla Negra” a 15 anos de prisão asseguram que foram vítimas de um julgamento ilegal e justificam que nunca foram vistos nem detidos na posse de droga. Perante uma condenação que consideram injusta, iniciaram uma greve de fome ontem e por tempo indeterminado.

 

O NN sabe que Juan e Carlos estavam bem até ao fecho desta emissão após iniciarem a greve de fome no dia 01 de Fevereiro.

Em comunicado, Juan Bustos e Carlos Ortega afirmam que “cerca da 1 hora e 20 minutos da madrugada do dia 6 de Novembro de 2014, fomos detidos no Mindelo, mais de uma hora e meia depois de termos ancorado a embarcação “Epinício” na marina da cidade. Como somos espanhóis e havíamos chegado de barco, a polícia relacionou-nos com uma operação de apreensão de droga que havia decorrido momentos antes em Salamansa, onde outro cidadão espanhol havia sido detido. E foi desta forma que nos acusaram de ter procedido ao transporte de 521 kg de droga desde o Brasil até à praia de Salamansa, no Norte da ilha”.

Adiantam ainda que foi feita uma busca minuciosa no barco e afirmam que não foi encontrada nenhuma droga, nem vestígios que os pudesse associar à prática dos crimes de que foram condenados e “muito menos a nossa embarcação esteve perto da praia de Salamansa naquela madrugada e muito menos a efectuar o transbordo de droga”.

Os dois cidadãos espanhóis que se encontram detidos na cadeia da Ribeirinha alegam inocência e dizem que houve erros graves durante o processo do julgamento. Asseguram que “ancorámos a embarcação na Marina do Mindelo às 23:40 horas e isso seria suficiente para provar a nossa inocência, uma vez que, segundo a Polícia Judiciária (PJ) de Cabo Verde, o transbordo da droga foi feito no largo da Praia de Salamansa por volta das 23 horas, pelo que jamais teríamos tido tempo para percorrer o trajecto marítimo entre essa praia e a Marina do Mindelo em 40 minutos, uma vez que a nossa embarcação precisaria de 2 horas para efectuá-lo”.

Juan Busto e Carlos Ortega alegam que houve um erro na interpretação da hora de chegada do barco na Marina do Mindelo e afirmam que no formulário de “check-in” escrito em inglês, consta o comprimento da embarcação 12,50 metros e que “a polícia cometeu o erro absurdo de interpretar que “12.50” era a hora de chegada da nossa embarcação e, por isso, já teríamos tido tempo para efectuar aquele trajecto marítimo. Desta forma, considerou-se que a embarcação foi ancorada na Marina à meia-noite e cinquenta minutos do dia 6 de Novembro, aproveitando-se do erro da polícia apesar de, no próprio formulário de entrada da Marina, constar o dia 5 de Novembro”. Garantem que por causa deste erro absurdo, incompreensível e inaceitável as suas vidas foram destruídas.

Juan e Carlos dizem que “quando os nossos advogados pediram à Marina do Mindelo as imagens gravadas das câmaras de videovigilância que podiam provar a hora de chegada da nossa embarcação e a nossa inocência, informaram-nos que as cassetes com as gravações daquela madrugada tinham desaparecido”, alegações que se lêem no comunicado e que bastariam para justificar a inocência e relatam ainda que outros documentos apresentados como o talão de ATM, as testemunhas no bar onde foram presos, entre outras afirmações leva-os a afirmar que estão inocentes.

  1. Maria Fortes

    O Mundo está cheio de contradições. Uma faixa considerável da população cabo-verdiana está em greve permanente de fome há muitos anos, para não dizer séculos, não por escolha pessoal, mas sim por circunstâncias sócio-econômicas alheias à sua vontade.
    Os nossos irmãos castelhanos, vendo o seu curriculum e também dos seus camaradas devem possuir uma situação financeira bastante folgada para comerem do bom e do melhor aí na prisão da Ribeirinha resolvem entrar em greve de fome até morrer pressionado assim a Justiça.
    Alias essas greves de fome são quase sempre orquestradas pelos advogados que procuram explorar e manipular a opinião pública e não passam de show pois são poucos aqueles que se deixam influenciar por estas encenadas peças de teatro.
    Alias valores éticos e morais são para uma grande maioria dos advogados palavras ocas e quanto mais quando eles cheiram dinheiro advindo do mundo da droga. Vér a exibida riqueza pornografica adquirida pelos advogados da máfia da droga em Cabo Verde. Para eles e seus acólitos na verdade o crime compensa.
    Que venha um bom prato de paella regado com um bom vinho reserva e o resto é cantiga para fazer boi dormir. BUEN APETITO.

  2. joazinho

    Sim Juan e Carlos. Acham que são os únicos sabidos, não? Acham que são os melhores a mentir, não? Vão dar banho ao cão. Vocês não são inocentes, coisa alguma. Qual 23:30, qual carapuça? Quer dizer na polícia judiciária não há ninguém que sabe que lenght é comprimento em inglês e que Time é hora…. Acham mesmo que isso cola? Por mim, podem morrer a fome. Não enganam ninguém.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.