Regionalização ainda por desmitificar

2/02/2017 08:17 - Modificado em 2/02/2017 08:17
| Comentários fechados em Regionalização ainda por desmitificar

“Regionalização é uma prioridade para o MpD”, slogan assumido antes das eleições e reafirmado no seu programa de Governo para a actual legislatura. Recentemente, o Ministro Olavo Correia afirmou que a “regionalização é um processo irreversível” e o Governo já apresentou propostas para que a regionalização possa ser uma realidade. A questão da regionalização não é recente, tendo passado por várias fases, desde o despoletamento do tema, passando pela socialização e, agora, entra na parte final de implementação. 

 

Questões do modelo e da forma de financiamento já foram debatidas, tendo o Ministro afirmando que vai custar 0,2 por cento do PIB. O modelo de regionalização aborda a ilha em todas as suas dimensões, política, administrativa, económica, social e ambiental e dota-a de competências de governação que se situam entre as do governo central e do governo municipal”, como o Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva faz saber.

A perspectiva para a regionalização do país está com data inicial para 2020, mais quatro anos. O que pode ainda acontecer dentro da presente legislatura. E a proposta apresentada pela Governo prevê a existência de um órgão executivo e de uma assembleia regional, ambos escolhidos através do voto.

O Grupo de Reflexão Sobre a Regionalização já há muito que vem trabalhando na informação e desmistificação do assunto. Neste ponto, em conversa com alguns cidadãos, nota-se o conhecimento básico sobre o tema. “A necessidade de regionalizar para que cada ilha possa trabalhar no seu desenvolvimento” é a ideia comum. Cada um a trabalhar para isso e que nem tudo seja centralizado na cidade da Praia”, foram as ideias mais comuns quando se questiona sobre a regionalização.

Mas, mesmo assim, assiste-se a uma falta de conhecimento sobre o tema e os passos que o projecto tem dado. “Sim, ouço muito falar sobre a regionalização, tenho uma ideia do que é, mas nada”, sintetiza Anildo Rocha. O mesmo confessa que vê com bons olhos o processo mas tem faltado informação.

Não é o único numa situação de desconhecimento. Tratando-se de um tema de interesse de todos, Gerson Cruz pensa que em todas as passagens deveriam dar mais informações às pessoas. E sublinha que nem todas as pessoas têm possibilidades de irem a conferências e palestras. Acrescenta que a informação é para todos, já que se trata do interesse comum.

Ainda há pessoas que afirmam saberem pouco sobre todo o processo e o que vai implicar. As questões sobre o modelo e a forma de financiamento não são questões apenas das decisões, mas também conviverão com o regime. E, neste sentido, a ideia é uma aposta maior na divulgação do programa de regionalização.

No entanto, fica a ideia num sentido mais vasto, sobre o que é a regionalização e que pode ser benéfica para as pessoas e para o desenvolvimento do país.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.