Angola vai ter Reserva Estratégica Alimentar do Estado para até um ano

1/02/2017 09:42 - Modificado em 1/02/2017 09:42
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Angola deverá ter em funcionamento durante o segundo semestre deste ano a Reserva Estratégica Alimentar do Estado, para garantir até cerca de um ano das necessidades de produtos da cesta básica do país.

A informação foi transmitida à Lusa pelo presidente do conselho de administração do Entreposto Aduaneiro de Angola (EAA), empresa pública criada em 2002 e que terá a função de gestor desta reserva do Estado, além de manutenção da estabilidade dos preços do mercado e de importação.

«Acredito que até junho ou julho ela [a reserva] estará regulamentada. Fisicamente já existe, mas não na quantidade desejável», explicou Jofre Van-Dúnem Júnior.

Em 2016, devido à crise cambial decorrente da quebra na entrada de divisas provenientes da exportação de petróleo, Angola viu a taxa de inflação aumentar quase 42%, entre janeiro e dezembro, afetando sobretudo os produtos alimentares, pelas dificuldades de importação.

A proposta em estudo e que carece de regulamentação pelo Governo angolano prevê uma Reserva Estratégica Alimentar com uma componente física de armazenamento, em pontos estratégicos do país e com capacidade para cobrir entre «três a seis meses» das necessidades de consumo.

Uma segunda componente será financeira, devendo garantir o mesmo período de três a seis meses das necessidades de consumo de produtos da cesta básica e que segundo Jofre Van-Dúnem Júnior consiste numa carta de crédito devidamente aprovada, que só careça de ser acionada «se as condições necessárias se verificarem», garantindo de imediato a importação.

«Até porque pode ser necessário acionar essa reserva em caso de calamidade. Seria necessário acionar uma reserva financeira», sublinhou.

Além disso, a componente física desta futura reserva «não deve estar concentrada num único operador», cabendo à EAA a função de gestão, obedecendo à necessidade de “rotação mínima” dos produtos perecíveis.

Farinha de trigo e de milho, arroz, feijão, açúcar ou sal são alguns dos produtos que integram a cesta básica angolana.

abola.pt

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