Grupo de Reflexão do PAICV: “JHA venceu porque tinha que vencer”

1/02/2017 08:26 - Modificado em 1/02/2017 08:26
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Depois da eleição interna do PAICV, pelos números alcançados esperava-se que o clima interno pudesse acalmar assim como as críticas à liderança. Mas o grupo de reflexão do PAICV ao analisar o processo eleitoral interno do partido e a postura que a liderança deve seguir, considera que é “fundamental que o PAICV deixe de se orientar pelo centralismo”. Júlio Correia, que falava em nome do grupo, considera que “é fundamental que o PAICV considere os seus valores e suas causas”, porque para ele, é “nestas posturas que está o diferencial, a força e a riqueza do partido”.

Uma das críticas dos tambarinas ao Governo tem sido o não cumprimento do programa. Ponto que o grupo de reflexão do PAICV não está de acordo. “Nós não sufragamos aquele programa, não estamos de acordo com aquele programa. Não podemos estar a exigir que cumpra o programa porque não aprovamos o programa”.

Defende que PAICV tem que fazer as suas próprias propostas e alternativas. Como defende, o MpD apresentou “coisas nefastas para o país” e, neste sentido, exigir que o MpD cumpra o que não aprovamos e que o partido não está de acordo, não é a melhor estratégia. Neste sentido, pede que o partido tenha as suas próprias alternativas e uma nova postura.

Correia demonstra-se esperançoso na realização do Congresso do partido marcado para Fevereiro. E espera que o Congresso paute pela abertura e pela diversidade e pluralidade. Isto porque, como considera, “o Congresso vai dizer que partido vamos ter, se um partido que se funda no centralismo ou um partido que pauta pela unidade e repousa na sua diversidade”.

Ainda sobre a eleição da nova Presidente, considera que “a Presidente venceu e tinha que vencer, porque seria trágico se não vencesse”.  

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