“Perla Negra”: Juan e Carlos entram em greve de fome dispostos a morrer

1/02/2017 08:23 - Modificado em 1/02/2017 08:23

Juan Bustos e Carlos Ortega estão a cumprir pena na cadeia de Ribeirinha em São Vicente, uma vez que foram condenados por crime de tráfico de droga, lavagem de capitais e associação criminosa a uma pena 15 anos de prisão, associado ao caso conhecido por “ Perla Negra”. Os dois homens de nacionalidade espanhola começam hoje greve de fome e justificam que não podem ser culpados de um crime que no qual não reuniram provas irrefutáveis.

 

“Usaremos a nossa própria vida para deter a injustiça que se abate sobre nós. Temos sentido no nosso corpo alguns dos maiores sofrimentos de que um ser humano é capaz, ao sermos injustamente privados da nossa liberdade, honra, bom nome e dignidade. Longe das nossas famílias há mais de dois anos e vitimas de uma serie de erros e equívocos judiciários. Não queremos morrer aqui, mas não comeremos até que restaurem a nossa dignidade” lê-se no comunicado enviado por um dos advogados dos cidadãos espanhóis presos na cadeia da Ribeirinha.

Ainda no mesmo documento acreditam que o julgamento é ilegal, contem erros judiciários “absurdos”, com violações intoleráveis, num Estado de Direito, dos seus direitos e da garantia de um processo justo e equitativo sendo os motivos que originam a greve de fome.

Juan Bustos e Carlos Ortega afirmam que estavam na hora errada no local errado e ainda refutam que foram detidos em flagrante delito assim como veio escrito na imprensa nacional e internacional, desta forma dizem que “ fomos rotulados de criminosos perante todo o mundo, perante as nossas famílias, roubaram-nos a dignidade, a honra e a liberdade” por um crime que afirmam ser inocentes. Entre várias justificações que consideram erros processuais graves sobre esta condenação neste caso mediático que levou a apreensão de 521 Kg de droga, os dois presos relembram ainda que a acusação pública não foi feita na língua materna, que é o castelhano. Assim os cidadãos de nacionalidade espanhola condenados há 15 anos de prisão alegam que são inocentes e afirmam que “ não podemos aceitar que nos considerem culpados de um crime sem provas, ignorando o princípio universal da presunção da inocência”.

  1. Clara Fortes

    O Mundo está cheio de contradições. Uma faixa considerável da população cabo-verdiana está em greve permanente de fome há muitos anos, para não dizer séculos, não por escolha pessoal, mas sim por circunstâncias sócio-econômicas alheias à sua vontade.
    Os nossos irmãos castelhanos, vendo o seu curriculum e também dos seus camaradas devem possuir uma situação financeira bastante folgada para comerem do bom e do melhor aí na prisão da Ribeirinha resolvem entrar em greve de fome até morrer pressionado assim a Justiça.
    Alias essas greves de fome são quase sempre orquestradas pelos advogados que procuram explorar e manipular a opinião pública e não passam de show pois são poucos aqueles que se deixam influenciar por estas encenadas peças de teatro.
    Alias valores éticos e morais são para uma grande maioria dos advogados palavras ocas e quanto mais quando eles cheiram dinheiro advindo do mundo da droga. Vér a exibida riqueza pornografica adquirida pelos advogados da máfia da droga em Cabo Verde. Para eles e seus acólitos na verdade o crime compensa.
    Que venha um bom prato de paella regado com um bom vinho reserva e o resto é cantiga para fazer boi dormir. BUEN APETITO.

  2. Malaguitinha

    É muita lata por parte desses traficantes. Devem é sofrer ainda mais. Quantas famílias não iriam sofrer se essa droga não fosse apanhada e fosse toda ela vendida?
    Quinze anos foi até uma prenda para esses bandidos.

  3. Maria Fortes

    (2a.tentativa)

    O Mundo está cheio de contradições. Uma faixa considerável da população cabo-verdiana está em greve permanente de fome há muitos anos, para não dizer séculos, não por escolha pessoal, mas sim por circunstâncias sócio-econômicas alheias à sua vontade.
    Os nossos irmãos castelhanos, vendo o seu curriculum e também dos seus camaradas devem possuir uma situação financeira bastante folgada para comerem do bom e do melhor aí na prisão da Ribeirinha resolvem entrar em greve de fome até morrer pressionado assim a Justiça.
    Alias essas greves de fome são quase sempre orquestradas pelos advogados que procuram explorar e manipular a opinião pública e não passam de show pois são poucos aqueles que se deixam influenciar por estas encenadas peças de teatro.
    Alias valores éticos e morais são para uma grande maioria dos advogados palavras ocas e quanto mais quando eles cheiram dinheiro advindo do mundo da droga. Vér a exibida riqueza pornografica adquirida pelos advogados da máfia da droga em Cabo Verde. Para eles e seus acólitos na verdade o crime compensa.
    Que venha um bom prato de paella regado com um bom vinho reserva e o resto é cantiga para fazer boi dormir. BUEN APETITO.

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