Matchu Lopes campeão mundial de kitesurf já se prepara para a defesa do título

31/01/2017 06:57 - Modificado em 31/01/2017 08:00
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Depois de alcançar o tão desejado título mundial de kitesurf na etapa de Marrocos em Novembro de 2016, Matchu Lopes de apenas 23 anos de idade, já se está a treinar para tentar revalidar o título mundial.

 

Ainda com a memória bem fresca do sucesso alcançado ao mais alto nível em Novembro de 2016, o kitesurfista salense, natural de Santa Maria, já se prepara para a defesa do título e descreve o ano transacto como sendo um dos anos mais felizes da sua vida. “Pois foi o ano em que realizei o sonho de infância que era vencer o campeonato do mundo da modalidade”, exalta.

Matchu Lopes aponta que desde criança queria ser campeão do mundo, viajar pelo mundo, conhecer outras pessoas, outros idiomas, novas culturas. “Sobretudo, queria dar ao meu povo, aos meus pais e, também aos meus patrocinadores porque, sem eles, era impossível essa alegria”, aponta.

Descreve ainda o ano pela intensidade, onde trabalhou muito, dentro e fora de água, viajou muito para se preparar porque já sabia de antemão das dificuldades que iria enfrentar, principalmente, vindo dos australianos, raianos, etc. Isto devido a muita experiência no mundo do surf e também pelo historial que eles têm. “Foi bom colocar a bandeira do meu país lá em cima e fazer o papel de Embaixador do meu país no desporto e também no turismo”, realça.

O jovem salense destaca ainda o desconhecimento de Cabo Verde a nível internacional e, como diz, “Cabo Verde é um país pequeno no Atlântico e no mapa quase que nem aparece, e quando vou competir, todos me perguntam de onde sou. Respondo de Cabo Verde e eles perguntam onde fica e, começam a fazer pesquisa para se inteirarem e, quererem conhecer mais”.

Mesmo com os treinos já iniciados, Matchu tem, neste momento, uma comitiva com trinta pessoas que viajou de Itália (Roma) para o Sal com o intuito de aprender com ele não só o básico do Kitesurf, mas também o nível mais avançado, onde vão aprender a saltar, efectuar manobras, para além do nível técnico.

Para Matchu isso é muito importante porque com a vinda de turistas para aprenderem com ele a modalidade, todos saem a ganhar, tais como os hotéis e os taxistas, entre outros.

Apesar de em Cabo Verde o kitesurf ser uma modalidade ainda não muito conhecida, o campeão do mundo destaca que foi bom vencer porque lhe deu mais visibilidade e credibilidade.

A competição inicia em Maio com a realização da primeira etapa em Marrocos, seguindo-se, Terifa, Fuerteventura, Maurícias, Peru, México (não confirmado) e, por fim, Califórnia (EUA).

Cabo Verde está bem posicionado para receber uma das etapas do Mundial de 2018 e, Matchu Lopes aponta que “isso vai depender do Governo e da organização porque o custo é elevado. Se o Governo abraçar a ideia, seria muito bom para o nosso país”.

Como kitesurfista quer sair e viajar pelo mundo, ter novas experiências e aventurar-se. “Porque o kitesurf, para mim, é aventurar e estar em contacto com a natureza”, enaltece.

Para o futuro, Matchu pretende abrir o seu próprio espaço de kitesurf no Sal e tem outros projectos em mente e espera alcançá-los mas espera, antes de mais, ter o seu nome no topo dos melhores do mundo da modalidade.

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