Norte-americanos protestam em frente à Casa Branca e aeroportos em todo o país

30/01/2017 13:24 - Modificado em 30/01/2017 13:24
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Desde que Donald Trump assinou sexta-feira o veto à entrada de estrangeiros de sete países de maioria muçulmana, os norte-americanos saíram à rua, concentrando-se em aeroportos por todo o país, quando se começou a conhecer casos de passageiros detidos e retidos à chegada. Domingo os protestos chegaram também à porta da Casa Branca.

Houve manifestações em Washington, Nova Iorque e Seattle – aqui, no aerporto Seattle-Tacoma, a polícia chegou a usar spray pimenta para dispersar manifestantes. A imprensa relatou que vários aeroportos começaram a encher-se de equipas de advogados para ajudar os retidos.

Na Casa Branca os cartazes pediam tolerância e justiça para todos, o que mevou mesmo a administração a emitir um comunicado em que recusa que se trate de um veto aos muçulmanos. «Para ser claro, isto não é uma proibição aos muçulmanos, como a imprensa está a reportar de forma falsa. Isto não tem a ver com religião, é sobre o terror e manter o nosso país seguro», disse o presidente norte-americano.

A restrição válida por 90 dias atinge pessoas nascidas em sete países: Iraque, Iêmen, Síria, Irão, Sudão, Líbia e Somália. Foi também suspenso o programa de acolhimento de refugiados durante pelo menos 120 dias, enquanto as autoridades definem o futuro sistema de verificação de vistos.

Logo no sábado, entre 100 e 200 estrangeiros, alguns com autorização legal de permanência, o cartão verde, viram a sua entrada barrada. A juíza federal de Brooklyn Ann Donnelly aceitou um pedido da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) para suspender as detenções de refugiados e imigrantes com vistos válidos.

 

abola.pt

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