“As universidades devem repensar a sua estratégia para os cursos de comunicação social”

30/01/2017 08:36 - Modificado em 30/01/2017 08:36
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A crise do jornal ‘ASemana’ preocupa as entidades ligadas à comunicação social do país e a Presidente da Associação Sindical dos Jornalistas Cabo-verdianos (AJOC), Carla Lima, afirma que pouco se pode fazer, mas que o Estado deve repensar os mecanismos de apoio à imprensa.

Carla Lima está preocupada com o cenário da imprensa cabo-verdiana e alerta que os privados são os que têm mais problemas. Todavia, a Presidente da AJOC reconhece que “muito pouco se pode fazer para salvar os jornais”, mas defende que o Estado deve repensar os apoios financeiros à imprensa privada.

Outro lado da moeda é o facto de jornalistas estarem desempregados num mercado de trabalho que se torna cada dia mais preocupante, uma vez que o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que tutela a Comunicação Social, relembra que o executivo não pode atribuir subsídios. Porém, o Ministro está atento a esta crise na área da comunicação social para poder ajudar na busca de soluções.

Neste paradigma nacional, o Ministro Abraão Vicente e a Presidente da AJOC defendem que “as universidades devem repensar a sua estratégia para os cursos de comunicação social”, uma vez que existem cinco cursos que preparam estudantes para este mercado de trabalho.

“Temos de repensar essa questão. Concentrarmo-nos na qualidade e não estar a abrir cursos sem nenhum estudo, sem perspectivas de mercado, levando as famílias a fazerem investimentos que depois não terão retorno porque a pessoa não consegue encontrar emprego”, diz Carla Lima em entrevista à Lusa.

O Ministro Abraão Vicente também defende a mesma medida, mas adianta que não se aplica apenas ao curso de Ciências da Comunicação e afirma que “o Governo tem de se sentar à mesa com as universidades para ver se deve haver um limite e um período de carência para alguns cursos, para não se criarem expectativas erradas nos jovens”.

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