“Mor” – um filme com um elenco de estreantes para vários gostos

30/01/2017 08:15 - Modificado em 30/01/2017 08:15
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A ante estreia da tão anunciada longa-metragem, da produtora OSGA FILMES, aconteceu este fim-de-semana, no Cinema da universidade do Mindelo.

 

O acto contou com a presença de todo o elenco cinematográfico de “Mor”, uma produção da Osga Filmes. Uma adaptação que surgiu a partir do guião intitulado “Jogo Perigoso”, de Suzilene Andrade.

O Filme conta a história de um triângulo amoroso, entre uma médica, um empresário e uma funcionária sua. Gravado entre São Vicente e Santo Antão, a história, como abre a “telona” poderia acontecer em qualquer parte do mundo, com qualquer pessoa, mas acontece em São Vicente.

Ricardo, um publicitário, pelo menos o que se da entender tem um casamento feliz com a sua esposa Ana, mas a medida que a história se desenvolve, vê-se que nada é perfeito, muito menos as relações conjugais, que muitas vezes são abaladas por traições e esta termina, numa tragédia, apesar das dúvidas que ficam sobre o final da história.

O elenco principal que interpreta, o triângulo amoroso, Ana Azevedo, Ricardo Lopes e Christy Reis, em conversa com o NN, após a exibição da longa-metragem, os actores, estreantes na arte de fazer cinema, dizem que apesar da falta de maiores experiências, foi desafiante trabalhar com a equipa de produção, mas todos são unânimes a afirmar, que foi uma experiencia marcante.

Para quem nunca representou, Ana Azevedo, no seu papel com o mesmo nome, questionada sobre o produto final, classifica-a de muito boa, bem como a sua actuação, mas afirma que no momento, pelo menos por agora, não pretende seguir o caminho no cinema, já que tem outros projectos musicais.

Ricardo Lopes, outro dos estreantes, que também, curiosamente, o seu personagem leva o seu nome, corrobora os elogios da sua parceira de gravação, diz-se ter ficado surpreendido com o filme, mas com uma boa sensação de dever cumprido.

Por seu lado, o realizador da obra, Neu Lopes, mostrou-se bastante ambicioso na continuação dos projectos da OSGA Filmes, com pelo menos a produção de um trabalho por ano, bem como da aceitação do publico ao filme “Mor”.

Com uma final ainda que surpreendente, o filme deixa que cada espectador faça o seu fim. Afinal é uma história sobre o que o ciúme é capaz de fazer com as pessoas, deixa-as imprevisíveis, não importa a sua educação, status social, ou profissão, quando ela alcança picos, qualquer um está sujeito a se descontrolar, como mostra a obra, refere o realizador, para quem a gravação do filme foi “doloroso”, com cada elemento da produtora com a sua própria rotina profissional, já que cada um tem a sua profissão.

No entanto, apesar de todas as dificuldades diz que foi compensatório trabalhar nas ditas condições, com o objectivo de, no final, apresentar um trabalho de qualidade. A parte fácil, conforme realça, foi trabalhar com o elenco, que apesar de estreantes fizeram “boas actuações”.

Suzilene Andrade, autora da obra original do filme diz-se estar satisfeita por ver nas telas, uma obra da sua autoria, apesar dos vários desvios da sua obra inicial, mas assegura que são alterações aceitáveis, mas que deve-se saber trabalhar em equipa.

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