Grupo de dança do Hip Hop, Alma Kriol recebe convite para participar no “Portugal Hip Hop Dance Championship”

26/01/2017 08:25 - Modificado em 26/01/2017 08:25
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Alma Kriol, grupo de bailarinos de São Vicente, pede apoio para participar na 3ª edição do evento de dança Portugal Hip Hop Dance Championship, organizado pela Hip Hop International Portugal.

O “Hip Hop International” assenta na ideia de unir o mundo pela dança e pretende divulgar e desenvolver a Cultura Hip Hop, apostando no desenvolvimento da formação de dança técnica e artística, incluindo workshops com reconhecidos coreógrafos.

O grupo natural de São Vicente, este ano quer participar no concurso de dança que atrai dezenas de participantes e, pela segunda vez consecutiva, recebe o convite para participar no evento, depois de ter enviado um vídeo para os responsáveis do evento e que foi aceite.

“O convite surge através de alguns vídeos feitos que foram enviados para o concurso de Hip Hop internacional, em que os responsáveis gostaram da nossa actuação e daí o convite no ano passado. Tentámos ir mas não conseguimos e este ano voltámos a candidatar-nos e temos a pretensão de ir”, diz Stiven Évora, porta-voz do grupo.

De acordo com o dançarino Stiven Évora e membro do grupo desde a sua fundação há cinco anos atrás e que actualmente é o único elemento do grupo original, os preparativos estão a correr bem. O principal, neste momento, é a obtenção do visto, que é uma das partes mais complicadas.

De momento, conforme nos dá conta o grupo, estão numa correria atrás de instituições como a Câmara Municipal de São Vicente e o Ministério da Cultura, com vista a conseguir alguns documentos que lhes permitam a obtenção do visto, bem como o patrocínio para a deslocação a Portugal, já que as despesas durante a participação no campeonato de dança serão asseguradas pela organização do evento.

O objectivo do grupo é poder viajar para Portugal e conseguir mostrar o trabalho e a dança do Hip Hop nacional, bem como aprender ainda mais durante o concurso com as formações e os workshops. “Aprender e na volta colocar em prática tudo o que conseguirmos e ainda abrir uma sala de dança, não só para ensaios, mas também para ensinar a outros bailarinos que estiverem interessados”, diz Évora.

Além disso, querem que as pessoas comecem a mudar a mentalidade sobre o estigma que o Hip Hop carrega, o que está a acontecer pouco a pouco. “É um estilo de dança que desafia e que traz originalidade e, como qualquer outra dança, deve ser valorizada, diz Yuran Ramos, outro elemento do grupo. “Fazer com que acreditem em nós e tentar tirar a estigma que o hip hop tem na nossa sociedade”, conclui.

Questionados sobre as expectativas do grupo caso consigam viajar para o país de Camões, os mesmos afirmam que querem demonstrar os talentos que existem em Cabo Verde no campo da dança e de serem uma inspiração para dançarinos do estilo Hip Hop que estão a surgir, apesar de dançarem qualquer estilo. O grupo é formado por jovens entre os 22 e os 16 anos. Stiven Évora, Yuran Ramos, Calvin Silva, Zahovic Vieira, Edyr Ferreira, Milla Raquel, Walter Oliveira.

Sete elementos, entre eles uma rapariga, Milla Raquel, única mulher do grupo, que diz que é tratada de forma igual e sente-se dentro de uma família e que todos se ajudam uns aos outros, tanto nas horas difíceis como na criação de uma coreografia.

Questionado sobre como é que os dançarinos são vistos em São Vicente, Stiven Évora diz que o seu valor é quase zero, falando de Hip Hop. “Apreciam a dança, acham bonito, mas na hora de ajudarem dizem que não. Confundem-se muitas vezes, dizem que é um gang, mas as pessoas precisam de mudar de mentalidade”.

Alma Kriol, nome sugerido por Stiven Évora, único membro da primeira geração do grupo, é um nome que de caras, sugere que “somos um grupo de dança tradicional, mas é o contrario, HIP Hop e então é uma miscelânea de estilos diferentes”.

“Um trabalho difícil, mas também trouxe-nos alegrias, aprendemos com diversas pessoas, cada um traz uma experiência”, diz de forma nostálgica.

A Hip Hop International Portugal abrange três vertentes: desportiva (competição), formativa (com workshops) e académica (congresso).

O complexo de ténis da Maia será o palco da competição que juntará em 29 e 30 de Abril e 01 de Maio, diversos grupos para lutar por uma vaga no WORLD HIP HOP DANCE CHAMPIONSHIP 2017, que se realizará em Phoenix, Arizona (EUA).

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