Cabo Verde assina memorando para regular deportações com os EUA

26/01/2017 07:36 - Modificado em 26/01/2017 07:37
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Para o Embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos, Carlos Veiga, um dos objectivos foi alcançado que é o facto de Cabo Verde “não estar na lista” dos não cooperantes. Ou seja, a lista de países que não têm colaborado com o governo americano nas questões de deportação. Como adianta o Embaixador, o país agora vai trabalhar no projecto “com a perspectiva da prevenção, monitorização e reintegração”. E garante que o país vai fazer toda a força no projecto para apresentar à Secretaria de Estado dos EUA, “com esperança de que vai ser feito um bom projecto”. E neste sentido, diz que o país tem razões para estar satisfeito.

Estas declarações foram feitas à RCV depois do anúncio da assinatura do memorando de entendimento entre os dois países no que se refere aos procedimentos de deportação.

Parlamento e o memorando

Apesar da notícia da assinatura do memorando, no Parlamento, na ordem antes do dia, o PAICV levantou a questão de Cabo Verde ter estado incluído na lista dos países não cooperantes. Rui Semedo, deputado do PAICV, demonstrou-se surpreendido com a situação. “Primeiro porque existe um quadro de entendimento e cooperação com os serviços de emigração americano. E segundo porque contradiz toda a história de cooperação entre os dois países, que a todos os títulos é de excelência e atinge níveis reforçados”.

Isto em reacção às notícias veiculadas que Cabo Verde, segundo Carlos Veiga, estava na lista dos países não cooperantes. Para Rui Semedo, se Cabo Verde “fosse um Estado não cooperativo não haveria espaço para as negociações e jamais seria concluído o processo sobre uma matéria tão delicada”.

Emanuel Barbosa do MpD, defendeu o Embaixador afirmando que “em nenhum momento foi dito que Cabo Verde fazia parte da lista dos países não cooperativos” e não viu matéria para insistência sobre o assunto. “O memorando é importante para Cabo Verde e para a nossa comunidade nos E.U.A”. Ainda em defesa das declarações de Carlos Veiga, o Ministro Elísio Freire afirma que as declarações foram comedidas, foram sérias e foram de interesse para Cabo Verde e da sua diplomacia. E vislumbra a assinatura do memorando como uma vitória para Cabo Verde e que num assunto importante não “se deveriam criar ruídos para prejudicar o bom nome do país”.

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