Advogado José Manuel Pinto Monteiro acusa agente da PN de o ter agredido

25/01/2017 07:35 - Modificado em 25/01/2017 07:35
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O advogado José Manuel Pinto Monteiro, de 60 anos, residente na cidade da Praia, acusa o agente da Polícia Nacional Denilson Emanuel de Moura Tavares de agressão física. Tudo aconteceu na passada quinta-feira, no aeroporto Nelson Mandela. De acordo com o relato do ofendido, o agente em causa “empurrou-me e agarrou-me na parte da frente do casaco e deu-me um pontapé no pé direito e caí ao chão e sofri uma lesão, com derramamento de sangue na articulação do cotovelo direito”.

O acontecimento remonta ao dia 19 de Janeiro, quando a Polícia Nacional deteve o advogado José Manuel Pinto Monteiro no Aeroporto Nelson Mandela, alegadamente por recusar inspecção.

O advogado tinha como destino Lisboa onde deveria realizar algumas consultas, como uma ressonância magnética e outros exames médicos. A recusa de inspecção terá sido o motivo da sua detenção. Versão essa refutada pelo ofendido que em reacção ao jornal ‘Anação’ alega que, “dirigi-me à mesa da revista… abri a minha pasta e coloquei em cima da mesa tudo o que estava no interior da pasta e mostrei ao Senhor que a mala tinha ficado vazia e sem nada no interior. Tinha o quê: papéis, telemóveis, carteiras e carregadores do telemóvel. Mais nada. Ele disse-me que não. Que teria de voltar a colocar tudo dentro da pastas para ser ele a tirar e a voltar a pôr… De seguida informou-me que já tinham tirado a minha bagagem do voo e que não iria viajar”.

Pinto Monteiro foi detido por desobediência à autoridade e conduzido à Esquadra de Achada Santo António na cidade da Praia e de seguida foi presente ao Tribunal onde lhe foi aplicado Termo de Identidade e Residência. Na sequência da detenção, o advogado acusa o agente da PN Denilson Emanuel de Moura Tavares de o ter agredido.

“Nisto aparece um agente da PN de quase 2 metros, Denilson Emanuel de Moura Tavares, a dizer-me que tinha de sair do local. Disse-lhe estou a sair. Empurrou-me e então disse-lhe: Senhor não ponha as mãos em mim por favor. Agarrou-me na parte da frente do casaco e deu-me um pontapé no pé direito e caí ao chão e sofri uma lesão com derramamento de sangue na articulação do cotovelo direito. Puseram-me as algemas o mais apertado possível e colocaram-me num quarto sozinho”.

Acrescenta ainda que “tinha uma ferida de 2 cm e 0,5 de profundidade no cotovelo provocada pelo acto do Senhor Denilson Emanuel Moura Tavares”.

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