Snooker: Ronnie histórico vence Masters pela 7.ª vez!

23/01/2017 08:58 - Modificado em 23/01/2017 08:58
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O inglês Ronald Antonio (Ronnie) O’Sullivan, de 41 anos, 13.º do ranking mundial, escreveu mais uma página na história do snooker ao tornar-se recordista absoluto de vitórias no Masters, com a conquista da prova pela sétima vez, ao vencer por 10-7 o compatriota Joe Perry, de 42 anos, nono da hierarquia, na final do torneio, que decorreu este domingo no Alexandra Palace, em Londres.

Ronnie, que defendia o título conquistado em 2016 (10-1 a Barry Hawkins na final), junta mais um triângulo de cristal aos títulos da prova de 1995, 2005, 2007, 2009, e 2014. E garante presença no Masters de 2018: a prova é reservada aos 15 primeiros do ranking (para o qual não pontua), mais o campeão da edição anterior.

Ou seja, nos últimos quatro Masters, Rocket venceu três, e conseguiu, à quarta final da temporada 2016/17 da World Snooker, a sua primeira vitória, no segundo torneio mais prestigiante (logo após o Mundial), arrecadando o cheque gordo do vencedor pela sétima vez, à sua 12.ª final (!), e também o Troféu Paul Hunter, malograda estrela falecida prematuramente vítima de cancro, mas cujos pais estiveram este domingo na primeira fila do Ally Pally.

Enquanto Joe Perry se estreava em finais do Masters, Ronnie, pentacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012 e 2013), além das sete finais agora ganhas, já tinha estado no jogo decisivo outras cinco ocasiões.

Assim aconteceu em 1996 (6-10, Stephen Hendry), 1997 (8-10, Steve Davis), 2004, 2006 e 2010, com a curiosidade de o Rocket perder estas três na negra, diante de Paul Hunter, John Higgins e Mark Selby, respetivamente.

Ronnie fez história este domingo, ao deixar para trás o escocês Stephen Hendry, de 48 anos, o único heptacampeão da era moderna do snooker (já retirado, embora o regresso seja aventado de forma cíclica), que também somava seis triunfos no Masters – 1989, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1996 – como o Rocket até à noite deste domingo, que desempatou e escreveu uma página só ao alcance de um dos maiores (se não o maior, mesmo) predestinados para a prática desta exigentíssima variante do bilhar que o desporto já conheceu.

No confronto direto, foi a 14.ª vitória de Ronnie sobre Perry, que somou apenas dois triunfos nas 16 vezes que estiveram frente a frente no circuito profissional da World Snooker, nas suas já respeitáveis carreiras: Ronnie é profissional desde 1992 (há 25 anos), Perry, desde 1992 (26 anos).

O Masters 2017 atribuiu 600 mil libras (693.417 euros) em prémios: o campeão, Ronnie O’Sullivan, acrescentou 200 mil libras (231.139 euros) à conta bancária, enquanto Joe Perry, finalista vencido, embolsou 90 mil libras (104.013 euros).

Joe Perry entrou melhor na final e chegou ao intervalo da sessão da tarde a vencer por 3-1, vantagem que ampliou para 4-1 no primeiro frame da segunda parte dessa sessão.

Se para muitos era improvável à partida tamanha vantagem de Perry de entrada – Ronnie, mais batido nestas andanças e com 28 torneios de ranking ganhos, teria de ser considerado sempre favorito –, o espectro de uma quarta final perdida por Ronnie nesta época de 2016/17, noutras tantas jogadas, ameaçou tornar-se real.

Mas o Rocket acordou a tempo, ainda durante a tarde, para vencer os últimos três parciais de rajada e reiniciar, à noite, com tudo empatado: 4-4.

Perry acusou a pressão, cometeu alguns erros e o o Rocket venceu mesmo sete frames de rajada: virou de 1-4 para 8-4, altura em que Perry aproveitou, por sua vez, alguma displicência e menor concentração de Ronnie para quebrar a caminhada que se afigurava triunfal de Ronnie.

Um break (tacada, ou entrada) de 117 pontos a reduzir para 5-8, que teve sequência no parcial seguinte, após novo erro do Rocket: mais 92 pontos… e 6-8, com Perry a subir o nível a a vir transfigurado após o intervalo da sessão noturna, mais confiante, tal como sucedera nas meias diante de Barry Hawkins, sábado, em que operou sensacional reviravolta, de 2-5 para vencer, 6-5.

Ronnie respondeu para encostar o seu adversário às cordas, com o seu primeiro e único break (tacada, ou entrada) centenário seu nesta final, 130 pontos – o 859.º da carreira, outro recorde do qual desapossou Stephen Hendry –, fazer o 9-6 e poderia ter fechado o encontro logo no 16.º frame: outro falhanço permitiu a Perry a oportunidade de atenuar a diferença para 7-9.

Perry ainda teve hipótese no 17.º frame, mas falhou a embolsar uma vermelha longa, e Ronnie fechou o jogo, quando já dava sinais de desconcentração numa final intensa, de qualidade. Uma guerra tática, de defesas, caiu para o lado do Rocket, e a ambicionada vitória consumou-se.

Inacreditável é pensar que, logo no seu encontro de estreia no Masters, nos oitavos de final, diante de Liang Wenbo, Ronnie parecia ter o destino traçado, a perder 4-5 e com o chinês a ter uma preta aparentemente fácil para embolsar e fechar o jogo a 6-4… e vencer. Falhou-a, Ronnie forçou a negra (5-5), venceu por 6-5… e foi até este domingo sem parar até ao sétimo Masters ganho.

Terça-feira recomeça em Preston

A próxima prova do calendário é o Masters da Alemanha, que decorrerá de 1 a 5 de fevereiro no Tempodrom, em Berlim, e que distribui 367 mil euros de prémios, dos quais 80 mil euros ao campeão: o inglês Martin Gould venceu em 2016.

No entanto, pouco mais de 24 horas decorridas desde a conclusão da final do Masters, os profissionais voltam à mesa, já na próxima terça-feira, dia 24 do corrente mês de janeiro, em Preston (Inglaterra), no Guild Hall, onde vão decorrer, até sexta-feira (dia 26), as qualificações para o Open da China, cuja fase final decorrerá de 27 de março a 3 de abril, em Pequim, e que distribui 510 mil libras (589.405 euros) de prémios, das quais 85 mil libras (98.234 euros) para o campeão.

Final do Masters:

Ronnie O’Sullivan-Joe Perry, 10-7

 

abola.pt

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