Abraão Vicente: “Lançamos a Bolsa de Acesso à Cultura para que surjam mais ALAIM pelo país fora”

23/01/2017 08:37 - Modificado em 23/01/2017 08:37
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De tarde até madrugada deste domingo, 22 de Janeiro, a Academia Livre de Artes Integradas do Mindelo apresentou aos convidados e ao público presente no espaço, diversas actividades culturais para celebrar o seu primeiro aniversário.

Durante a celebração, com doze horas de actividades “Non – Stop”, a ALAIM assinou um protocolo com o Ministério da Cultura e Indústrias Criativas que, no dizer de Abraão Vicente, é a oficialização de uma doação efectuada pelo MC à instituição artística.

“O protocolo é a oficialização de uma doação do Ministério da Cultura que já está efectivada, porque até hoje, o Ministério da Cultura ainda não tinha participado no projecto da ALAIM. E pensamos que o MC não pode ficar de fora de uma iniciativa que a sociedade civil abraçou de uma forma muito emocionante”, assegurou Abraão Vicente.

Para além da assinatura do protocolo com a ALAIM, o Ministério da Cultura fez o anúncio público do projecto designado de Bolsa de Acesso à Cultura que é um projecto, conforme explicou o Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que está dividido em duas finalidades.

A primeira é garantir que alunos, pessoas jovens e crianças cujas famílias normalmente não têm acesso para pagar o ensino artístico, dança teatro, música, entre outros, serão subsidiados pelo Governo para o pagamento das propinas.

“Garantimos o acesso de camadas desfavorecidas para o ensino artístico. Formamos público e provavelmente vamos descobrir grandes talentos que, em situações normais, não frequentariam aulas do ensino artístico”.

A segunda vertente do projecto é garantir a sustentabilidade de algumas escolas privadas que a partir dessas propinas, podem conseguir ter a garantia de cumprir as suas responsabilidades financeiras ou as contas correntes, explicou o Ministro que quer, com isso, criar um grande mercado de apreciadores de arte em Cabo Verde que podem, a partir de agora, independentemente da sua condição financeira, ter acesso ao ensino artístico.

Este é, segundo Abraão Vicente, um dos programas centrais do OE 2017 e que terá continuidade nos próximos anos, garantiu.

Pelo facto de ter sido apresentado durante as celebrações de aniversário da instituição, o governante garantiu que tal como as outras instituições e escolas, a ALAIM terá que se candidatar e, de acordo com as características socioeconómicas dos alunos, será aprovada uma parte.

“Queremos que, com este projecto, outras escolas noutras ilhas tenham a possibilidade de oferecer à camada jovem a possibilidade de, através da arte, se educarem e melhorarem os seus perfis”.

Por seu lado, o coordenador pedagógico da ALAIM, João Branco, congratulou-se com a criação deste projecto que irá beneficiar, conforme refere, toda a sociedade cabo-verdiana.

Reforçando as explicações do Ministro, João Branco acredita que esta é uma excelente forma do Governo criar oportunidades para o acesso artístico. “O Governo, em vez de financiar directamente as instituições que estão ligadas ao ensino artístico, financia de uma forma indirecta, arcando com as despesas das propinas dos alunos que não têm possibilidades artísticas”.

Também o uso de actividades culturais, realça João Branco, é uma das formas de evitar males sociais que existem em todo o mundo e também em Cabo Verde. “A partir do momento em que há uma aposta directa nesse tipo de bens, o Governo não está só a fazer uma aposta no ensino artístico, mas no melhor ambiente social de forma a combater esses tais males”.

Concluindo, diz ainda que a Bolsa de Acesso à Cultura não é tanto do ponto de vista do financiamento, “é mais para alargar o acesso da população sobre as ofertas que a ALAIM oferece, financiar as pessoas para que tenham acesso ao que estamos a oferecer”.

Foto in arquivo ALAIM – Facebook Fátima Gonçalves

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