Trabalhadores do ‘ASemana’ dão entrada de uma providência cautelar no Tribunal

19/01/2017 07:18 - Modificado em 19/01/2017 07:18

Cansados de esperar pela resolução dos problemas, os trabalhadores do jornal ‘Asemana’ deram entrada, no Tribunal de São Vicente, a uma providência cautelar no sentido de fazerem valer os seus direitos. Os jornalistas do jornal ‘ASemana’ consideram “insustentável” a situação em que vivem há vários meses sem verem a cor dos seus salários. Os jornalistas acusam a administração de os ter “usado e abandonado”.

Há cerca de dois anos que o jornal ‘ASemana’ tem vindo a enfrentar sérios problemas financeiros o que pôs em causa a viabilidade do semanário e que deixou os seus jornalistas sem receber os salários.

No mês de Novembro, mais de 50 por cento dos trabalhadores foi despedido no intuito de reestruturar o jornal. Os mesmos seriam indemnizados com o dinheiro da venda das viaturas e o prédio na Cidade da Praia.

Cansados de esperar pela resolução dos problemas, os trabalhadores do jornal ‘ASemana’, deram entrada, no Tribunal de São Vicente, a uma providência cautelar no sentido de fazerem valer os seus direitos. Os mesmos consideram “insustentável” a situação em que vivem há vários meses sem verem a cor dos seus salários. Os jornalistas acusam a administração de os ter “usado e abandonado”.

Os jornalistas Kim-Zé Brito, Constança de Pina, Carina David e Vanina Dias, avançaram que “a população de Cabo Verde merece uma explicação por parte da administração e dos accionistas do jornal pelo facto de um órgão do calibre do ‘ASemana’ chegar ao ponto em que chegou”.

Kim-Zé Brito assegurou à Inforpress que “até hoje não há perspectivas de resolução do problema e sentimos que o barco está a afundar-se cada vez mais e não acredito que o ‘ASemana’ regresse ao ponto em que se encontrava”.

Os jornalistas Kim-Zé Brito e Constança de Pina auto despediram-se por justa causa e chamam a atenção das autoridades, pois consideram que os direitos dos trabalhadores estão a ser violados.

Os jornalistas acusam a empresa de agir de “má-fé” uma vez que aguardou a entrada em vigor do novo Código Laboral para tomar “certas decisões” que prejudicam os trabalhadores implicando a perda de 50% dos seus direitos”, quando a situação “vinha de anos atrás”.

A situação é do conhecimento da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) e da Agência Reguladora da Comunicação Social.

  1. boa

    Eu estou contente com esta noticia. Foram anos e anos a ver e ler Kim Ze e Constança de Pina a inventar historias em nome de jornalismo. Dois ultra-radicais de PAICV que tudo faziam inclusive inventar nioticias para desacraditar quem ousava falar algo contra PAICV.

  2. Augusto Galina

    Simplesmente lamentàvel que isto suceda !!!
    Estou certo que uma grande parte dos leitores, como eu, estão de todo o coração com esse veiculo de democracia pois é onde exprimimos, é a nossa Assembleia, onde mostramos o que sentimos.
    Lamento ainda que não apareçam os ilustres que estão sempre prontos para papaguiar banalidades e não para defender a causa destes trabalhadores que têm muita paciência (democràtica) para os ouvir.
    Que tudo se resolva pelo melhor.

  3. roxana aguilera

    Minha SOLIDARIDADE com os CORAJOSOS jornalistas (KZB,CP e Vanina) ,q tem trabalhado com a VERDADE e defendendo a SOCIEDADE CIVIL .Desde q Alirio entrou por Filomena todo fico pior como a DERROTA do PAICV em SV

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