Movimento Contra o Barulho ao ataque contra a poluição sonora

19/01/2017 07:03 - Modificado em 19/01/2017 07:03

Os membros do movimento cívico a favor do sossego nas residências, denunciam o descaso por parte das autoridades relativamente à poluição sonora, afirmando que as autoridades municipais e policiais são os principais responsáveis por esta situação.

Adiantam que se a Câmara e a Assembleia Municipais, o Ministério do Ambiente, a Polícia Nacional, a Direcção dos Transportes Rodoviários e todos os intervenientes do processo pudessem controlar o problema do barulho para que a população pudesse viver com maior conforto acústico, seria melhor para São Vicente, já que o barulho nocturno incomoda muita “boa gente” que quer descansar e que outros não deixam.

De acordo com a porta-voz do grupo, Antónia Mosso, as autoridades nada têm feito para mudar a situação, de acordo com o decreto-lei de 1998 que estabelece as normas de construção e funcionamento dos locais de diversão nocturna e a lei de 2013 sobre o regime de prevenção e controlo da poluição sonora.

Afirmam que se trata de um problema com falta de vontade política e asseguram que vão continuar a trabalhar no sentido de pressionarem as autoridades para a aplicação da lei.

Estes agentes (as autoridades municipais, policiais e o Governo), conforme criticam, precisam de arcar com as suas responsabilidades e prometem que não vão baixar os braços e que pretendem continuar a contra-atacar com maior afinco.

“Vamos abrir uma nova frente de combate que vai ser a parte da educação”, diz a representante do grupo que considera que a poluição sonora é um problema que está relacionado com a falta de educação da população.

E, portanto, vão planear acções de educação para a cidadania, questões de poluição sonora junto das populações escolares.

Pretendem, com isso, continuar a lutar no sentido de acabarem com a poluição sonora em São Vicente, cuja lei estabelece o regime de “prevenção sonora, visando a salvaguarda do repouso, da saúde, da tranquilidade e do bem-estar das populações”.

  1. Vitoria Régia

    Aplausos ao Movimento Contra o Barulho! Por favor, peço com afinco, que continuem a trabalhar, pois realmente é uma falta de respeito em S. Vicente a falta de ética e educação da Câmara Municipal, principalmente, dotar como material de campanha permanente o barulho na rua de Lisboa todos os santos sábados! Tornou-se horrível a não possibilidade de escolha dos moradores da localidade escolherem ou não se querem ouvir música aos sábados. Como bem disse o Vasco Martins “música faz-se e escuta-se em silêncio”, portanto, vamos respeitar a essência da música e a escolha das pessoas de quererem ou não ouvir as suas músicas! Tomara que o curriculum escolar passa a conter este aprendizado que, em estreita consonância com a cidadania, seja uma lição à Câmara Municipal que desrespeitosamente invade a residência privada das pessoas transgredindo a lei – respeite aos outros, Sr. Presidente!

  2. Maria Fortes

    A minha experiência pessoal é que a Polícia em S.Vicente reage imediatamente quando alertada através do telefone 132.
    O que muitas pessoas nao sabem é que podem telefonar para o número 132, grátis e anónimo.
    Uma questão de cidadania e evitar que esses criminosos continuam a incomodar os cidadãos que trabalham e com um comportamento normal.
    Portanto não hesitar e discar para a POLÍCIA NATIONAL NÚMERO 132 GRÁTIS E ANÓNIMO.

  3. rural xitiado

    Querem proibir o ruido nas cidades para promover o rural, ja havia tempo que se dormia bem nas zonas rurais, desde que implementaram bar/restaurante piscina não se tem sossego nos fim de semanas…

  4. Augusto Galina

    Para todos os estabelecimentos existe um horàrio de funcionamento que não pode ser transgredido sob pena de coima. Aliàs, nem as piscinas, nem os bares, nem tampouco os restaurantes necessitam funcionar com berros e alaridos. Pelo contrario, são lugares onde se vai para momentos de tranquilidade e de socialização. Barulho mesmo so nos campos de jogos e nos momentos certos.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.