A Semana: Trabalhadores de SV acusam a empresa de agir de má-fé

18/01/2017 14:37 - Modificado em 18/01/2017 14:37

A situação do Jornal A Semana já era do conhecimento público, após a denuncia feita por este online, e quando da retirada do jornal impresso de circulação mantendo apenas a versão online. Situação esta que foi dada a conhecer por quatro trabalhadores da redação de São Vicente, Kim-Zé Brito, Constança de Pina, Carina David e Vanina Dias, a comunicação social. Os trabalhadores comentam sobre a situação vivida dentro da empresa, do futuro do jornal e da situação atual destes trabalhadores.

“É um problema para resolver enquanto órgão, e neste momento a população merece uma explicação pelo facto de ter um órgão do calibre do jornal A Semana, o que representou na história de Cabo Verde”, como sublinha Kimzé, acrescentando que a população merece saber o que se passa dentro do jornal, assim como as autoridades de forma a salvaguardar os interesses dos trabalhadores.

Como foi explicado a situação já alastra há algum tempo, sendo que deste de Julho os trabalhadores estão sem receber o salário. E ainda, que foi entregue carta de demissão a alguns trabalhadores, mediante indemnização, mas que até agora, nada. Kimzé Brito e Constância de Pina, como revelam, devido a situação vivida na empresa, e depois de pedido conselho  a AJOC e ARC, foram aconselhados a procurem advogado, que lhes sugeriu a auto-demisão. Conselho que acolheram mas que até agora sem reação da entidade empregadora.

E Constância de Pina questiona a estratégia utilizada pela empresa, já que a situação há muito tempo que se vai alastrando. “Foi uma estratégia de má fé, porque esperam entrar em vigor o novo código laboral. para agirem.Pois , como se sabe  os trabalhadores com a entrada do código perderem muitos direitos, nomeadamente no caso de indiminizacao por despedimento ”. E continua afirmando que deixaram apenas três jornalistas, Kimzé Brito, Constância de Pino e o atual coordenador do jornal na ilha, fizeram proposta de mais trabalho, mas não criaram as condições.

“Queremos uma explicação porque não sabemos onde estamos neste processo”, como afirma Constância.

“Já demos entrada a uma previdência cautelar porque temos que acautelar os direitos dos trabalhadores, porque da forma como a situação está, e sem perspectiva de resolução do problema, o que sentimos é que o barco está a afundar e, pessoalmente não acredito que  mesmo que o A Semana volte a ser o que era”, como exterioriza Kimzé.

Os quatro jornalistas já não fazem parte da empresa, mas esperam uma explicação do que está a acontecer com o A Semana, e ver assim resolvido o problema. “Chamamos as autoridades para saberem que se passa, porque, praticamente, os nossos direitos estão a ser violados”.

Kimzé afirma que em vinte anos de serviço, somente em Novembro passado que receberam a visita do administrador em São Vicente, ele que não foi portador de boas notícias na altura, ao sublinhar que a situação era complicada. Houve promessas de reestruturação, com despedimentos de pessoal. E estes seriam indemnizados com dinheiro da venda de património do jornal. E lamentam pelo facto de não reduzirem o grupo, e pelo facto do facto não terem dinheiro para pagar salários dos trabalhadores que ficaram, mas havia para pagar a freelancers contratados pela empresa.

Carina David e Vanina Dias receberam cartas de despedimento e com a promessa de indemnização. Mas, para Kimzé Brito e Constância de Pina, que  se autodemitiram, dizem que ainda não há resposta por parte da empresa.

Esperam que as autoridades, os acionistas possam trabalhar para resolver a situação, mas também, dar uma explicação aos leitores do jornal sobre o que aconteceu. Cintando Kimzé Brito pela história que o jornal tem em Cabo Verde as pessoas precisam saber o que realmente vem acontecendo. Não entram em detalhes sobre o que poderá ter acontecido, deixando isto para os responsáveis do jornal.

  1. Karol

    Poderiam ser melhor escutados se tivessem falado em portugues, mas como preferiram o crioulo muita gente nem ligou.

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