Julio Correia: “não achamos razoável que dirigentes de outros partidos votem nas eleições para eleger o Presidente do PAICV”

18/01/2017 08:12 - Modificado em 18/01/2017 08:12

O grupo de reflexão do PAICV demonstra-se descontente com a data das eleições internas do partido, 29 de Janeiro, assim como com a forma como o processo tem decorrido. “Um contexto estranho”, é como Júlio Correia, porta-voz do grupo, classifica a forma como as eleições vão ser realizadas.

“O PAICV vai realizar estas eleições numa circunstância em que não há vaga, nem demissão. Temos alguém que exerce o cargo e concorre contra si mesmo”. Acrescenta que não foram criadas as condições “objectivas” para que outras personalidades pudessem candidatar-se à presidência do partido. E diz que não é uma posição em que a actual Presidente não pudesse concorrer ao cargo.

Numa avaliação do partido, diz que existem sinais de uma “forte administração do partido, com uma fragilidade de acção politica”. E ainda que várias potencialidades do partido não estão a ser consideradas para darem o próprio contributo.

“Garantir a observância dos estatutos não é uma questão de reflexão deste grupo, mas um imperativo de cidadania de todos os militantes para a reconfiguração da confiança e da estabilidade do PAICV”.  

Em questão está a data das eleições, assim como a organização dos cadernos eleitorais. “Numa carta dirigida ao Presidente do partido e ao Conselho Nacional de Jurisdição acerca das inquietações de diversas vozes dentro do partido, pela inoportunidade da data das eleições, as mesmas não tiveram acolhimento”, adianta Júlio Correia.

Para Correia, a base de dados do partido não teve o tratamento adequado e as correcções necessárias, sendo que as estruturas intermediárias e nacionais do partido “não foram legitimadas, continuando com o mandato caducado”, com a excepção de São Vicente, como diz Correia. Argumenta que o tempo revelou-se insuficiente para a análise da situação interna do partido e de propostas dos caminhos a serem trilhados com os militantes em prol de “um PAICV coeso e forte”.

Sobre a base de dados diz que existem nomes de pessoas que agora pertencem a outros partidos e que ainda não contém os nomes dos combatentes da  liberdade da pátria. “Nós, como grupo de reflexão, não achamos razoável que dirigentes de outros partidos votem nas eleições do Presidente do PAICV”.

O documento entregue à presidência do partido conta com a assinatura de nomes reconhecidos da família do PAICV, com destaque para Júlio Correia, o porta-voz, Felisberto Vieira, Sidónio Monteiro, Filomena Martins, Leonesa Fortes, Euclides de Pina, Marisa Morais, José Maria Veiga. Nomes que já estiveram à frente do partido e presentes no Governo do PAICV.

  1. alberto tavares

    Ê brincadeira ou realidade que membros de outros partodos votam no PAICV? Não acredito. Isto so pode suceder em terra de atrasados.

  2. Boss

    Temos que correr com essa gente do partido. Começando já com este sr. Júlio Correia que é um desestabilizador nato.

  3. neto pires

    assim srª líder do paicv elimina esses que não dão contributo nenhum a democracia mas estão interessados nos sues próprios enterres, e preciso renova o partido novas ideias e de força jovem que realmente ta ama cabo verde, e que sabe o que realmente
    povo ta precisa e não preocupa com o partido mas sim população em primeiro lugar,tonte asneira k jmn fase nem um des kative korajem de fasel frente, assim prope nova líder elimina kes samsuga la…

  4. SEMPRE ATENTO

    “existem nomes de pessoas que agora pertencem a outros partidos e que ainda não contém os nomes dos combatentes da liberdade da pátria. “Nós, como grupo de reflexão, não achamos razoável que dirigentes de outros partidos votem nas eleições do Presidente do PAICV”. OLÁ SR. JÚLIO CORREIA, ENTÃO ESTA ELEIÇÃO VAI SER UMA “SALADA RUSSA”. Muitos dirigentes do PAICV gananciosos para atingir o poder, desde 2011 vêm contribuindo para a trambolhão deste Partido. A situação complicou-se ainda mais com a partidarização da Administração por parte dos dirigentes e de outros militantes ativos com altos cargos nas Instituições. Sendo assim, o PAICV vai atravessar um longo tempo no deserto. Possivelmente em 2031 poderá estar em condições para voltar a governar Cabo Verde.

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