Direcção de escola de Safende procura apoios para reabilitar edifício em degradação

17/01/2017 08:13 - Modificado em 17/01/2017 08:13
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A Escola de Safende, Pólo 27, encontra-se em constante degradação. O edifício foi construído há vários anos e não tem recebido obras de reabilitação. Segundo Odair Afonso, “é urgente melhorar o ambiente escolar, pois existem fissuras nas paredes, nos tectos e a própria pintura está desgastada, por isso, é necessário uma séria intervenção antes que se degrade ainda mais”.

A escola tem vindo a enfrentar frequentes actos de vandalismo devido à ineficiência da vedação que facilita o acesso às pessoas. Preocupada com a situação, a Direcção da escola elaborou um projecto para angariar apoios no sentido de resolver os problemas.

Fissuras nos tectos, nas paredes, inundação das salas no período das chuvas, vedação inadequada, falta de guarda diurno, necessidade de um pátio para a prática do desporto e lazer para os alunos, degradação da pintura, tudo isso faz com que os 575 alunos da Escola de Safende não tenham um ambiente escolar acolhedor e seguro.

Pais e encarregados de educação dos alunos da Escola de Safende, Pólo número 27, queixam-se da falta de condições deste estabelecimento de ensino. As instalações são antigas e há muito que precisam de obras. O gestor do Pólo, Odair Afonso, contactado pelo NN assegura que são vários os problemas enfrentados pela escola. Entretanto, garante que o assunto é do conhecimento da Delegação Escolar.

Odair mostra-se preocupado com a insegurança na escola que tem enfrentado frequentes actos de vandalismo. “Não temos guarda diurno, alguns jovens pulam o muro da escola, jogam dentro do recinto e acabam por partir os vidros das janelas. Aproveitam para desperdiçar água das torneiras, vandalizam a horta escolar”, relata o gestor considerando esses comportamentos como um problema bastante preocupante.

O mesmo realça que tem apostado na sensibilização das pessoas desta comunidade e dos próprios alunos no intuito da valorização da escola e mostrar pertença. “Sem o envolvimento da comunidade, não é possível que a escola funcione normalmente”.

Para além da degradação das estruturas físicas, esta escola vive também com problemas de espaço. A falta de um pátio é também uma preocupação, pois o pequeno recinto é utilizado para o recreio e para as aulas de educação física.

A Escola está inserida numa comunidade bastante carenciada onde as famílias enfrentam vários problemas. Preocupado com a degradação da escola, o gestor deste Pólo diz ter envidado esforços no sentido de conseguir apoios para sanar os problemas e garante que foram elaborados vários projectos para a angariação de recursos para a reabilitação da escola.

Entretanto, alguns apoios já foram conseguidos, nomeadamente, para a pintura da escola. Afonso agradece os apoios até agora conseguidos, mas apela por uma maior sensibilização da sociedade e das empresas públicas e privadas. “Apelamos por respostas favoráveis, pois a escola carece. Se investimos na educação hoje, quem sai a ganhar é o país”.

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