SOS solidário: Associação social com foco nas crianças desfavorecidas de São Vicente

9/01/2017 07:59 - Modificado em 9/01/2017 07:59
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A SOS solidário, fundada em 2014, define-se como uma Associação de Solidariedade Social sem fins lucrativos, reconhecida como pessoa colectiva, cuja missão é a de contribuir para o melhoramento global das condições de vida das pessoas, social e economicamente vulneráveis, em situação de doença, privação, exclusão e risco.  

Fundada em finais de 2014, a ideia da sua criação surgiu quando um elemento da Associação que na altura residia no exterior, em visita a São Vicente, começou a aperceber-se dos muitos problemas existentes na ilha, a nível social.

De acordo com o responsável da SOS Solidário, o foco de actuação da Associação não são só as crianças desfavorecidas e que sofrem de algum tipo de deficiência, mas também toda a família.

“Trabalhamos para ajudar a família, ajudar a criança. Pedem-nos ajuda alegando certas dificuldades”, explica Deluca Leite Monteiro, Presidente da Associação. Este conta que quando recebem uma solicitação de ajuda, uma equipa pertencente à Associação desloca-se à referida casa de forma a constatar in loco se realmente necessitam da intervenção, com levantamento das necessidades e depois cria-se uma campanha para apoiar a família, com assistência médica ou habitacional ou outra qualquer, de forma a “melhorar a condição da família de modo que a criança possa sentir um melhor bem-estar onde vive”.

Monteiro conta que além da ajuda, é oferecido também acompanhamento às famílias, a direccionar a ajuda. “Se for uma ajuda financeira, direccionamos essa ajuda para um investimento pessoal, como por exemplo, uma formação em qualquer área e depois tirar proveito da melhor forma da ajuda”.

Além do foco central que são as crianças desfavorecidas e as que têm alguma deficiência, a Associação resguarda-se do que chama de assistencialismo, ou seja, qualquer apoio oferecido conta ainda com o acompanhamento da Associação, de forma a direccioná-lo para um investimento pessoal e a garantir o seu investimento a nível pessoal e familiar.

Actualmente, a SOS está a trabalhar para obter o Estatuto de Utilidade Pública que lhe permitirá receber ajuda a nível internacional, já que a falta do referido estatuto tem impedido que a Associação receba donativos enviados e, para que possam chegar ao seu destino, tem de repassá-los a outras instituições, entre elas a Cruz Vermelha.

Projecto

Em 2016, devido à situação de habitação de muitas famílias, a Associação desenvolveu um programa de habitação social denominado “Tecto Seguro, Vida Segura”, em que a última campanha foi desenvolvida em Fernando Pó, numa residência que estava numa situação muito precária, com um jovem que sofre de uma deficiência motora, consequência da paralisia infantil. Depois dessa intervenção, são muitas as famílias que têm procurado a Associação.

Para lidar com esta crescente procura, a SOS submeteu o projecto “Tecto Seguro, Vida Segura” à embaixada dos EUA e da Cooperação Luxemburguesa. Um projecto entregue para tentar reabilitar 25 casas por ano.

Cooperação

Para abraçar e ajudar na resolução das diversas solicitações, a SOS trabalha em cooperação com privados da forma mais transparente possível, conta Deluca Leite, referindo ainda que esta cooperação é feita de forma anónima, já que muitas empresas e mesmo pessoas singulares, apesar de apoiarem os projectos, não querem receber aplausos pelo gesto. “Sempre que solicitamos apoio, não negam, a não ser que haja algum constrangimento que lhos impeça”.

Objectivos e sustentabilidade

Neste tempo, temos conseguido alcançar os objectivos propostos, desde a assistência social à médica, sempre centrado no nosso foco.

A sustentabilidade da Associação é feita de acordo com a consciência dos sócios perante a Associação e também com o apoio de instituições públicas e privadas.

Dificuldades

A maior dificuldade, neste momento, é a obtenção do Estatuto de Utilidade Pública, pois sem ele, a SOS fica sem receber muitas ajudas de fora. “Estamos no processo de preparação para solicitar o estatuto de forma a beneficiar mais a população”.

Não necessita de uma estrutura física para se manter em contacto com os membros.

Planos para 2017

O plano de actividades para este ano está a ser desenhado com foco no projecto “Tecto Seguro, Vida Segura” que se for desbloqueado, será o maior ganho para este ano, garante. Apesar de trabalharem directamente com as solicitações, a Associação quer começar a trabalhar nalgumas campanhas a nível de alimentação e noutras para captação de maiores apoios.

A nível de objectivos alcançados, o balanço é positivo, com cerca de 80% das solicitações efectuadas a serem cumpridas em 2016.

Missão da SOS Solidário

Promover a integração social para a capacitação e empregabilidade de uma população carenciada e marginalizada;

Oferecer Apoio aos que mais precisam e ajudá-los a tornarem-se agentes activos de mudança;

Apoiar e promover a reflexão e identificação de soluções sociais mais adequadas e justas à população mais carente;

Promover o espírito de partilha, cidadania e responsabilidade social em prol de uma sociedade mais próxima e solidária;

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