Mindelenses dão por findo o estado de graça do governo: querem resultados

9/01/2017 07:37 - Modificado em 9/01/2017 07:38

“Cabo Verde é uma República soberana, unitária e democrática” como está plasmado na Constituição da República. O que tem suscitado dúvidas, tem sido a questão da unidade de pensamento no que concerne aos primeiros oito meses de governação do MpD. Os partidos não se têm entendido sobre a real avaliação. O Governo e o MpD de um lado, fazem uma avaliação positiva enquanto que a oposição não atribui nota positiva ao Governo.

Como em qualquer cenário político, as avaliações já eram de esperar enquanto fruto das posições assumidas pelos partidos políticos em relação à actuação do Governo.

O PAICV foi o último partido a avaliar o Governo e a nota foi negativa pela actuação do actual executivo. A falta de sintonia entre as promessas de campanha e as acções levadas a cabo pelo Governo é o aspecto ressaltado pelos tambarinas. Para o partido, existe uma grande preocupação entre as contradições da plataforma eleitoral e as práticas.

No que diz respeito à população, o PAICV considera que o MpD também prometeu aos cabo-verdianos, durante as campanhas, mais rendimentos para as famílias, tendo repetidamente utilizado esse slogan durante esses meses de Governação. “Mas, o que se constata, com o não aumento salarial, com o não aumento de pensões e com o aumento dos custos de bens essenciais, é uma franca redução dos rendimentos e do poder de compra das famílias”.

Críticas refutadas, anteriormente, pelo Governo de que não se podem pedir resultados em pouco tempo. Para o Governo, o programa está a ser cumprido e em pouco tempo os resultados vão estar visíveis. E o executivo anunciou programas de emprego jovem

Como anunciou o Governo, o balanço dos oito meses de governação é positivo e as perspectivas para 2017 são boas. Nesta questão, menciona o crescimento económico, políticas para a criação de empregos e a melhoria do ambiente de negócios. “As nossas perspectivas estão delineadas num crescimento acelerado, mais robusto. Criação de oportunidades de emprego. Vamos criar logo no início do próximo ano um forte programa de empreendedorismo jovem e estímulo dos jovens, estágios profissionais e políticas mais activas para a empregabilidade e a formação profissional virada para o emprego”, foram as palavras do Primeiro-ministro.

E em que ficamos?

“Os opostos não se atraem” é um velho provérbio e que ainda não encontrou excepção na política. Em vez de irmos aos extremos, perguntámos aos mais interessados em que é que as condições melhoraram e se o desenvolvimento é uma realidade. O sentimento ainda é de espera, mas uma espera que não começou agora, mas já vem de há muito tempo.

“É um período de transição que temos que entender que o Governo tinha de arrumar a casa, mas já estamos há quase um ano de governação. Temos de começar a ver medidas concretas”, diz Simone Delgado. Sobre a avaliação do Governo, não consegue dar uma nota, mas diz que ainda não viu nada. E a falta de acções concretas têm retardado uma avaliação concreta do Governo.

Não é a única a ter um sentimento de que ainda não viu nada que pudesse apontar como positivo, mas também nada de negativo. Isto na perspectiva de que alguns problemas podem ter sido herdados e que ainda se estão a resolver problemas antigos antes dos novos. “Era um Governo de quinze anos, por isso, temos de dar um tempo ao novo Governo”, avança Silviano Silva, mas garantindo que já se deveriam começar a ver os projectos.

O Governo já anunciou um projecto para o emprego jovem, mas “enquanto forem somente promessas que estão a fazer e nada em concreto”, não se pode dizer se está a fazer bem ou não, enfatiza Gerson Duarte. Para este cidadão, as coisas levam tempo a serem feitas, mas não precisa levar muito tempo, já que na “campanha já foram apresentados projectos para ajudar as pessoas”.

Neste sentido, a avaliação fica em stand by, mas na esperança de que o desemprego, principal preocupação, possa ser melhorado.  

  1. Carlos Silva - Ralão

    Acho que já está mais do que na hora de os deputados eleitos pelo círculo de S. Vicente, em vez de defenderem os respetivos partidos que unam para defender S. Vicente e o seu povo que os colocou no poder. Enquanto os interesses para desenvolver S. Vicente não estiverem acima dos interesses partidários, jamais conseguiremos sair do estado em que estamos, e continuando assim, eu que era uma pessoa muito positiva, hoje já estou a perder esta qualidade….

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