PAICV diz que há uma falta de sintonia entre os compromissos da campanha e as acções do Governo do MpD

6/01/2017 07:58 - Modificado em 6/01/2017 07:58

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde disse que há uma falta de sintonia entre os compromissos da campanha e as acções levadas a cabo pelo Governo sustentado pelo Movimento para a Democracia (MpD).

A Presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, fez estas considerações hoje, em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, durante a qual o partido fez um balanço negativo, em todos os sectores, dos oito meses de governação do Movimento para a Democracia liderado por Ulisses Correia e Silva.

“O comportamento do Governo suportado pelo MpD, coloca sérias preocupações dadas as profundas contradições entre o que vem na sua plataforma eleitoral que consagra o Programa do Governo e as práticas que têm ocorrido que não somente violam os mais elementares princípios democráticos, como ainda nos levam a questionar se haverá bom senso no exercício do poder”, alertou.

Segundo a líder do PAICV, o Governo deveria seguir o próprio Programa que submeteu ao Parlamento, começando pelo seu Programa de Emergência em que alegava que o país estava em situação de calamidade.

No que concerne à despartidarização, avançou que se está perante a “mais dura partidarização do Estado de que Cabo Verde tem memória”, salientando que a primeira medida submetida pelo Governo do MpD ao Parlamento foi eliminar os concursos públicos para os cargos de chefia na administração pública.

Ainda no dizer de Janira Hopffer Almada, nesses oito meses de governação, várias foram as situações que demonstram a “falta de visão e a irresponsabilidade” do Governo do MpD para com o país, principalmente com os recuos que têm acontecido com a população de Chã das Caldeiras, os retrocessos com o Programa “Casa para Todos” e a perspectiva de encerramento das Casas de Direito.

As medidas que estão a ser anunciadas pelo Governo, de acordo com a Presidente do PAICV, “não estão a ser suportadas por nenhum estudo prévio sério e, pior, sem a apresentação de alternativas credíveis”.

Em relação ao aumento do rendimento das famílias que abrange o aumento salarial e o aumento de pensões, a dirigente do partido oposicionista afirmou que com o aumento dos custos dos bens essenciais, há “claramente um recuo do Governo” relativamente aos “compromissos que assumiu com os cabo-verdianos”.

No que tange às políticas activas de emprego propostas pelo Governo do MpD, Janira Hopffer Almada assegurou que o que se tem feito é “dar continuidade às politicas levadas a cabo pelo Governo do PAICV”, políticas essas que o MpD, lembrou, “criticava quando estava na oposição”.

Sectores que mereceram “fortes críticas” por parte do PAICV foram os da Cultura, Justiça e Segurança.

No que concerne a estes dois últimos, a antiga ministra do executivo do PAICV lembrou que o MpD prometeu aos cabo-verdianos “segurança máxima e tolerância zero”, mas que, no entanto, até agora, não há quaisquer “indicadores de resultados e de impacte esperados”.

O último ponto abordado foi a liberdade de imprensa. Janira Hopffer Almada diz estar a assistir, com “perplexidade, a sinais preocupantes por parte dos órgãos públicos de comunicação”, sem avançar mais detalhes.

 

Inforpress

  1. Acho isso interessante. O 1º Ministro sempre fala nos compromissos durante uma legislatura de 5 anos que já estão a ser cumpridas e plamado no 1º orçamento do estado mas a oposição quer que seja resolvida em 8 meses.

  2. nada disso

    Cala-te Jha, até pareces o Bruno de Carvalho do sporting. Estamos a perceber a tua intenção de campanha para as próximas eleições

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