Bairro Craveiro: Capela da Imaculada Conceição foi profanada

5/01/2017 07:22 - Modificado em 5/01/2017 07:22
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Cálices de hóstias, microfones , lapelas, e equipamentos sonoros foram roubados da Capela da Imaculada Conceição, no Bairro Craveiro Lopes. O crime aconteceu na madrugada de sexta-feira, dia 30.

 

É o quarto caso de profanação registado durante 2016. Três na ilha de Santiago e um na ilha do Sal. Desta feita, a Capela da Imaculada Conceição, no Bairro Craveiro Lopes, foi vítima de mais um crime que, mais uma vez, veio trazer tristeza aos cristãos católicos, um acto que tocou o mais sagrado.

Ainda não se sabe como é que os criminosos tiveram acesso à Capela. Contudo, conseguiram levar cálices de hóstias, microfones e lapelas, e equipamentos sonoros no valor de duzentos e sessenta mil escudos.

O pároco Boaventura repudia o comportamento dos assaltantes e avança que os equipamentos eram guardados dentro de um armário que foi destruído. Os mesmos foram adquiridos recentemente e são utilizados durante a missa no largo da Capela.

Como já é habitual, os criminosos não são identificados apesar do trabalho da Polícia em investigar os vários crimes cometidos contra o coração dos fiéis.

Recorda-se que em finais de Fevereiro, a Igreja de São Miguel em Calheta São Miguel foi alvo de um assalto. O Sacrário foi retirado do local e abandonado em Calhetona junto do areal. O Sacrário foi destruído e as hóstias consagradas ficaram espalhadas pelo chão. Dom Arlindo, Bispo da Diocese de Santiago, considerou ser “uma atitude dolorosa para os cristãos”. Aos criminosos, o Bispo pede uma conversão verdadeira.

Dias depois, a vítima foi a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Vila Nova, cidade da Praia. O Sacrário foi, mais uma vez, profanado e violado pelos assaltantes. Os meliantes roubaram o aparelho de som, mesas, amplificadores, microfones, fios e uma viola eléctrica.

Ao NN, Dom Arlindo Furtado, Bispo da Diocese de Santiago, considerou com grande tristeza o que aconteceu na igreja, pois desde 1977 até hoje, nunca descobriram os autores dos crimes de profanação na Igreja e a impunidade é um estímulo para se continuar a praticar o crime. Por isso, apela às autoridades para se empenharem pois o que aconteceu, mais uma vez, não faz mal apenas à Igreja mas à sociedade em geral.

A Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Santa Maria, ilha do Sal, não escapou aos criminosos. A Igreja Católica tem sido alvo de frequentes actos de profanação um pouco por todo o país. Apesar das autoridades terem conhecimento do problema, os criminosos continuam a monte.

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