Mãe deixou tudo para cuidar do filho que sofre de paralisia cerebral, mas faltam recursos

5/01/2017 07:08 - Modificado em 5/01/2017 07:08
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Arlinda da Luz Fortes, 38 anos de idade, mãe de 4 filhos, desempregada, sobrevive com o pouco que o seu companheiro, Armando dos Santos Antónia, ganha como pescador na localidade de Salamansa.

A mãe dedica integralmente o seu tempo a cuidar do filho maior, Éder Wilson da Luz, de 19 anos, que sofre de paralisia cerebral praticamente desde a nascença.

“Não trabalho, pois dedico o meu dia-a-dia a cuidar do meu filho maior, de 19 anos, que sofre de paralisia cerebral e de epilepsia. Entretanto, sobrevivemos com o pouco que o meu companheiro ganha como pescador, mas passamos por muitas dificuldades”, conta a mãe.

Além dos problemas enfrentados dentro de casa, Arlinda encontra outros obstáculos maiores da porta para fora. Pois moram um pouco retirados da cidade e quando o filho fica doente têm de pagar um transporte e nem sempre têm dinheiro, o que dificulta bastante o modo de vida desta família.

“O meu filho necessita de muitas coisas, nomeadamente, fraldas, medicamentos, entre outros, e o pouco que o meu companheiro ganha não é suficiente para sobrevivermos e arcar com todas as necessidades do nosso filho que sofre de paralisia cerebral. Aqui onde moramos é longe  da cidade e temos de estar sempre com dinheiro para quando o meu filho precisar de ir ao médico para podermos assim pagar o transporte que são 200 escudos por pessoa ida e volta”, afirma.

Acrescenta ainda que “devido a essas dificuldades, a Câmara Municipal de São Vicente deu-nos uma casa, mas todos os meses temos de pagar 4 mil escudos e o sacrifício para pagarmos essa quantia é muito grande, pois só o meu companheiro é que trabalha. Contudo, foi uma grande ajuda”.

A mãe afirma que o filho, de momento, não tem uma cama para se deitar e, não tendo condições financeiras, ainda não pôde comprar uma.

“Não temos condições para comprar uma cama. Sendo assim, o meu filho deita-se no chão num colchão e, às vezes, não temos dinheiro para comprar fraldas e ele acaba por fazer “xixi” nas suas roupas passando para o colchão”.

A mãe do jovem apela às pessoas que queiram ajudar o filho que contactem o seguinte número da filha:

– Zoraida dos Santos – 9524856

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