Debate  : ” Deixar  as Forças Armadas para quem quer servir”

4/01/2017 07:06 - Modificado em 4/01/2017 07:06

Um Estado Maior para as Forças Armadas tem sido uma das preocupações do Governo. A preocupação iniciou com o anterior Governo com mudanças no estatuto das Forças Armadas, dando vida a um processo para o recrutamento de mulheres. A profissionalização tem sido um dos assuntos levantados no debate do futuro das Forças Armadas. A obrigatoriedade do serviço militar tem sido alvo de críticas por vários sectores da sociedade. O acontecimento de Monte Tchota trouxe ao debate a questão, onde a profissionalização já havia sido colocada em cima da mesa.

A notícia já era há muito esperada, como demonstrado por alguns entrevistados, tendo alguns já feito o serviço militar. O serviço militar obrigatório levanta a questão da vocação de pessoas que gostariam de fazer uma carreira militar, ou não, uma oportunidade de emprego, ou uma forma de encontrar um rumo. Um estudo demonstrou que uma grande percentagem de pessoas que cometem crimes prestou serviço militar, levantando questões de reinserção depois de terminarem o serviço militar.

“Penso que seria uma grande oportunidade para quem gostaria de fazer carreira”, argumenta Anderson Monteiro, dizendo que é um trabalho. Lucas Lopes pensa da mesma forma ao afirmar que seria uma oportunidade para dar às pessoas um trabalho realmente, onde podem fazer a vida. Afirma ainda que muitos jovens saem da tropa e ficam sem nada para fazerem.

Oportunidades para as pessoas que querem servir mas também, para “os que não querem servir”, como avança Anderson Monteiro. Argumenta que, muitas vezes, por causa da obrigatoriedade, muitos acabam por perder algumas oportunidades na vida. E, por isso, pensa que as pessoas deveriam poder escolher o que desejam.

Outra questão é o caso das pessoas que não querem servir no exército e que não conseguem a dispensa. “Quase que servi. Não queria servir porque tinha outros planos mas, às vezes, é muita burocracia para conseguir a dispensa”, como diz César Delgado. Como argumenta, às vezes, pessoas que não querem servir são “como que obrigadas” e, neste sentido, pensa que a profissionalização seria um bom passo.

A clareza na carreira dos militares. O exército faz parte do Estado e da função pública e, por isso, levanta o dedo dizendo que tudo seria mais claro no processo de recrutamento e da carreira militar. “Penso que pode melhorar já que quem atingir os objectivos avançará”, argumenta Anildo Ferreira.  

Fica, no entanto, sublinhada a visão dos entrevistados sobre a necessidade de uma Força Armada profissionalizada.

 

  1. Seria muito bom para os futuros profissionais. Cabo Verde ganharia muito com isso, acho que o governo deve abraçar esta decisão de grande utilidade para o país.

  2. Eduardo Oliveira

    Atenção !!!
    O minimo que se pode pedir a um Cidadão (de ambos os sexos) é que faça o seu Serviço Nacional. Isso não impede que o profissionalismo seja discutido.
    O Serviço é também uma forma de educar e de chamar o Cidadão às suas responsabilidades, coisa que não se vê nos dias de hoje onde quase ninguém se importa, não têm a noção do que é ser Cidadão.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.