Lei de proibição de sacos de plástico: Lojas continuam a vender o produto

4/01/2017 06:57 - Modificado em 4/01/2017 06:57

A lei que proíbe a utilização dos sacos de plástico entrou em vigor a 01 de Janeiro. Contudo, as lojas visitadas pelo NN continuam a comercializar o produto considerado nocivo para o meio ambiente. São ainda raras as lojas que disponibilizam sacos ecológicos aos seus clientes.

Para mitigar o problema do consumo excessivo de sacos de plástico e os impactes negativos, o Governo decidiu tomar medidas. A lei que proíbe a produção, importação e comercialização de plástico convencional em Cabo Verde foi aprovada pelo Parlamento em 2015.

A medida tem por objectivo proteger o ambiente e contribuir para que cerca de 300 toneladas de sacos de plástico deixem de ir parar ao lixo e “prevaricar o ambiente”. Cada saco de plástico demora cerca de 500 anos a decompor-se na natureza. Os restos poluem os ecossistemas terrestres e aquáticos, representando um perigo para o ambiente.

Contudo, há quem discorde da medida uma vez que afirma não haver quantidades suficientes de sacos biodegradáveis. Encontramos várias lojas que também comercializam os sacos de plástico. Sisi que se encontrava na loja “O Cantinho”, diz desconhecer a medida.

Questionada sobre a medida, a proprietária acredita tratar-se de “uma ideia saudável a favor do ambiente”, mas apela pela criação de soluções e mais informações sobre a lei de proibição.

Já o cliente Ernesto defende que o consumo de sacos de plástico não deveria ser proibido, pois argumenta que o problema está relacionado com o consumo excessivo que produz desperdícios. Helena Rodrigues é da mesma opinião e afirma que o problema da utilização dos sacos de plástico é um problema a nível mundial e não um caso particular de Cabo Verde.

Constatámos ainda que as lojas chinesas, um dos maiores produtores deste produto, ainda disponibilizam sacos de plástico aos seus clientes. Apesar da proibição, não avistámos a presença de nenhum técnico do Ministério do Ambiente nestes estabelecimentos.

Um dos proprietários chineses abordados por este online, assume ter conhecimento da medida, mas coloca uma questão importante: “O que fazer com o stock de sacos de plástico. Onde podemos entregá-los”. Questões essas que deverão ser respondidas pelo Governo que aprovou a medida.

Sílvia Oliveira assegura que o seu estabelecimento já dispõe de sacos orgânicos: “é necessária uma maior sensibilização e informação por parte do Ministério do Ambiente no sentido de mostrar o impacte da produção de sacos de plástico no ambiente”.

Para além destas questões, os entrevistados mostram-se curiosos por saber o preço dos novos sacos e onde encontrá-los.

  1. Julio Goto

    … a proibicao e mais um acto leviano dos politicos e governantes de Cabo Verde . Primeiro e Boi depos Carrossa.
    Noutros pontos do mundo criam condicoes e um prazo de adaptacao e mais tarde a proibicao.

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