Izaló Rafael  : foi atropelado não morreu  mas vida que tinha acabou

4/01/2017 06:54 - Modificado em 4/01/2017 06:54

Izaló Rafael Fortes Veríssimo, 38 anos de idade, serralheiro, residente em Chã de Alecrim, sofreu um acidente no trabalho e desde então não consegue trabalhar como dantes e, de momento, está a passar por muitas dificuldades.

Izaló Veríssimo trabalhava como serralheiro na oficina do seu padrasto na Cidade da Praia, todavia, tudo mudou na sua vida quando sofreu um acidente, há mais de 15 anos, no trabalho tendo acabado por regressar para a sua ilha natal, São Vicente.

“Trabalhava na oficina do meu padrasto na Cidade da Praia, mas tive de regressar para São Vicente devido a um acidente no trabalho, quando um carro me atropelou e acabei por perder completamente a memória, prejudicando-me a coluna, o meu maxilar, acabando por perder todos os meus dentes da frente na altura. Contudo, sempre o meu padrasto, ajudou-me com as despesas hospitalares e depois de ter saído do hospital ele pagou um médico particular para colocar o meu maxilar no lugar”, conta.

De acordo com, Izaló Veríssimo, na altura do acidente e após a sua recuperação, não conseguia lembra-se de nada. Só com o passar do tempo é que voltou a consciencializar-se das coisas.

“Depois do acidente no trabalho perdi completamente a memória. Quando saí do hospital não sabia o caminho para ir para casa, pois tudo tinha sido apagado da minha mente. Não conseguia lembra-me de nada e até agora ainda me lembro das coisas aos poucos”.

Depois do ocorrido há 15 anos, Izaló Veríssimo ainda não consegue mover-se como antigamente e hoje, para sobreviver, depende da sua tia, pois a sua mãe também não tem condições para ajudar o filho porque sofre de problemas de saúde.

“Desde a altura do acidente que não consigo trabalhar, sofro de problemas na coluna e já não consigo carregar materiais pesados e o meu médico proibiu-me de fazer qualquer tipo de esforço. Para sobreviver, dependo da minha tia porque a minha mãe também não consegue trabalhar devido ao seu estado de saúde”.

Acrescenta ainda que hoje, para sobreviver, faço pequenos trabalhos, mas não é grande coisa, visto que já não consigo trabalhar como antigamente. Já não consigo fazer muito esforço, às vezes tenho de pagar a uma pessoa para transportar o meu material de trabalho porque não o consigo carregar”.

 

  1. Zé esterra

    Qual o intuito desta suposta noticia? como ele ou pior, temos aos montes em Cabo Verde …

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